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ilustre (des)conhecido


As mulheres de branco

Eu não sei que tipo de magia elas têm, mas a verdade é que desde que nos conhecemos por gente, as mulheres de branco nos causam uma certa dose de emoção. Não me venham com o papinho de que "calça branca é gostosa até no varal", isso não é parâmetro para descrever a magia encantadora das mulheres de branco.

Talvez seja a fantasia mais íntima de cada um, talvez seja a filantropia exercida diariamente, talvez seja porque, quando criança, vimos esse comercial (http://www.youtube.com/watch?v=ga9pkntGyL8). Não sei, seja lá como for, as mulheres de branco, a cada vez que passam, sempre nos causam sentimentos e emoções difíceis de descrever.

As mulheres de branco são diferentes das demais. São, por força da profissão, dotadas de uma cordialidade ímpar, de um sentimento humanístico quase à Ghandi. Cruzam ruas e avenidas na mais pura desenvoltura de quem está, sim, ajudando a melhorar o mundo. E sem falsa modéstia.

São capazes de parar, por um momento sequer, qualquer das mais movimentadas avenidas da cidade. Suas características singulares as tornam verdadeiso símbolos religiosos quase inatingíveis, com condutas e moral quase que instranponíveis às mais cruéis facetas da profissão.

As mulheres de branco são, em tese, porta-vozes de uma realidade e sabem, antes de mais nada, tirar lições e ensinamentos. A magia delas, não se sabe, vem de algum desses fatores. Pode ser apenas um fetichismo exacerbado ou, quem sabe, uma adoração intrínseca às portadoras de jalecos brancos.

Tratar a mulher de branco como simplesmente sendo apenas uma mulher de branco é um ato covarde, rude. As mulheres de branco são parte importante da nossa vida. Belas e dedicadas, nos transmitem, apenas no olhar ou em poucos gestos, uma calma e um conforto que nos faz mais fortes. Elas têm necessidade de força e calma, tudo ao mesmo tempo, por isso passam, melhor do que ninguém, exemplos mais contundentes e, ao mesmo tempo, simples. Elas são, também, grandes professoras.

Mas que calça branca fica gostosa até no varal, isso fica! Tá, foi uma recaída.



Escrito por Marcos Thadeu às 16h17
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Profissões

A cena é clássica, para não dizer clichê: os pais e a filha de uns dez, doze anos no máximo sentados à mesa saboreando o jantar cuidadosamente preparado pela dona da casa. Garfadas no peixe ao molho de maracujá, goles na taça que contém um raro vinho branco das vinícolas francesas. Entre apreciar a boa música tocada ao fundo e os odores e sabores do peixe, a filha, em um súbito apreço pela situação, mas sem o menor senso de lugar, indaga: “Pai, mãe, eu já sei o que vou ser quando crescer?”.

 

Atentos à resposta e esperançosos no que a filha escolhera para o resto de sua vida, o pai pergunta: “Ah, é! O quê?”. “Andei pensando, pensando, e acho que vou ser JORNALISTA*”. Nesse exato momento, o pai tem uma espinha do peixe entalada na garganta e a mãe engasta com o raro vinho branco francês.

 

Mesmo sem entender nada o que acontece a essa situação, a filha prossegue, ainda sem um pingo de senso: “Gostaram?”. Uma troca de olhares e pai e mãe limitam-se a dizer: “Sim, filha, gostamos”. Limitaram-se apenas a isso e o jantar terminou no mais profundo silêncio.

 

Mais à noite, já dispostos na cama, pai e mãe refletem sobre o desejo da filha em virar JORNALISTA*. “Pó, justamente jornalista?”, diz o pai, um membro do alto escalão executivo de uma multinacional na área de siderurgia. “Calma, meu bem, ela é muito novinha ainda, tem tempo de mudar”, diz a mãe, uma exemplar engenheira de alimentos de uma indústria de laticínios congelados.

 

“Até lá, ela vai mudar de idéia. Não vamos forçá-la, claro, mas acho que mudará”, diz a mãe muito antes de apresentar à filha os prós e contras da profissão que ela optou. Muito antes de contar a real condição do mercado de trabalho para a área. Muito antes de mostrar para a primogênita que, todos os anos, a quantidade de profissionais que saem das faculdades não é inversamente proporcional às vagas oferecidas nas empresas.

 

Muito antes de dizer que ela que, com isso, com a profissão de JORNALISTA, terá de batalhar a vida toda muitas vezes horas e horas sem receber a mais por isso e sem nenhuma garantia oferecida pelas leis do Brasil. Muito antes de ela saber que o curso de jornalismo, nas faculdades do Brasil, é um dos mais concorridos (mas os mais fáceis de entrar) tornando o mercado um “balaio de gatos onde não se tem comida para todos”. Muito antes de dizer a velha máxima de quem está na profissão: “mais um futuro desempregado”.

 

Pobres garotos e garotas que no auge de seus dez, doze anos não têm noção do que a escolha de uma profissão significa. Já repararam como profissões que exigem direcionamento são as que menos dão dinheiro. Um exemplo inverso: duvido que alguém, nessa tenra idade, em qualquer lugar do mundo disse que seria “engenheiro agrônomo”, “advogado tributarista” ou “médico anestesista”.

 

Eles sonharam em ser engenheiros, advogados e médicos, mas, com o passar do tempo (e da idade), foram descobrindo áreas com as quais tinham melhor e mais afinidade. Aí que mora a inverdade: quem sonha em ser JORNALISTA, sonha em ser JORNALISTA e ponto final. Claro que existem áreas. Muito comum aqueles que esperam trabalhar com esportes, cultura, política. Mas, vez ou outra, invariavelmente, acabam caindo em áreas totalmente diferentes como economia, assessoria de imprensa e por aí vai.

 

É por isso que a espinha do peixe ainda não saiu da garganta do pobre pai da história acima.

 

* uma relação importante: não quero aqui macular a imagem do jornalismo que, com orgulho faço parte, mesmo que sofro por isso. Na verdade, essa não é apenas uma singularidade comum à profissão de JORNALISTA. Existem outras profissões, com algumas pequenas diferenças, em que o relato acima seria praticamente o mesmo. Quer que eu cite? Então, tá: publicitário, fisioterapeuta, médico. Em grande parte delas, a recompensa por anos e anos de estudo dificilmente chega. E se um dia chegar, raros serão aqueles que atingiram o reconhecimento na plenitude completa.

Escrito por Marcos Thadeu às 13h03
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Assinado em cruz

Bem disse Vinícius de Moraes que quatro ou cinco doses de uísque por dia nunca fizeram mal a ninguém. Isso é fato. Ponto para o Poetinha. Mas quatro ou cinco doses em menos de quatro horas podem, sim fazer mal. Mal ao bolso.

 

Não adianta: quanto mais eu gasto, mais eu bebo. Quanta mais eu bebo, mais eu gasto. É um círculo vicioso (saboroso) que, acredito, não terá fim. Bom, espero que o fim – quando tiver que ser – seja daqui a muitos anos. E muitos uísques.

 

Mesmo o bolso reclamando, a dor de cabeça – pela não confiança do lugar – aumentando e tornando-se constante, há algo de místico no ar. Uísque seja ele qual for (mas de Red Label pra cima, por favor!), traz uma sensação de poder.

 

Poder aquisitivo, a bem da verdade, é, em tese, utópico. Poder alcoólico é, talvez, o maior poder que o uísque pode trazer a um ser humano que dispõe do líquido sagrado como o único meio de se sentir “mais superior”.

 

Uísque é assim, uma clara expressão de poder. Um púlpito a olhos vistos que nos transforma em mega personas importantes. Tendência essa que, ao longo dos anos, torna-se quase que uma marca registrada para os bons apreciadores de um uísque legítimo. Creio, no entanto, não fazer parte dessa seleta turma dos “superiores por natureza financeira” que não se importam em gastar R$ 500,00 em uma garrafa de Blue Label. Mas um dia eu chego lá.

 

Enquanto esse dia não vem, alegro-me em “parecer (um pouco) superior”. Mesmo que Red Label da noite anterior tenha provocado uma das maiores dores de cabeça da minha vida e um dos maiores “rombos” financeiros para o mês seguinte, e mesmo que você, ao assinar a notinha do cartão de crédito, não tenha, sequer, acertado a primeira letra do seu nome. Ainda bem que, nesses casos, as pessoas não pedem a identidade para comprar, pelos menos, os nomes. Seria estranho ver que você, que se chama, por exemplo, Epaminondas, escreveu a letra “X” como primeira letra da assinatura.

 

Parecer superior (não confundir com ser egocêntrico), com um bom e cheio copo de uísque na mão, é um estado de espírito. E somente com o uísque é que conseguimos tal reconhecimento, por mais que não sejamos dignos de tal reconhecimento.

 

Mesmo numa casa de shows da Augusta ou no bar do Mané, desce mais um Red Label aí, rapaz!

Escrito por Marcos Thadeu às 12h31
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A vingança é uma cerveja que se toma quente

De tempos em tempos um sistema cai por terra. Seja político, religioso ou de qualquer espécie. Se mal planejado, orquestrado e, principalmente, executado não há, no mundo, sistema que se solidifique a ponto de tornar-se uma unanimidade ou, pelo menos, torna-se digno de glorificação futura. Fica, apenas, no passado, ou seja, vira história.

 

História que viu, no decorrer dos milhões de anos, sistemas ruírem por serem mal planejados, executados ou, em muito dos casos, ser derrotado por conta do alto escalão que comandava ou dizia comandar o sistema.

 

O nazismo, o feudalismo, o socialismo, as ditaduras mundo a fora. Todos ruíram por conta de seu modo de sistema ou por conta do comando. O nazismo de Hitler ruiu por conta de sua ganância brutal de tornar a “raça germânica” mais poderosa, o socialismo ruiu não por forças contrárias, mas pelo fato de, antes de tudo, ser mal planejado ideologicamente e ser considerado “utópico”, fato que a história tornou – e torna – a comprovar até os dias de hoje, mesmo Cuba ainda sendo berço do último socialismo vigente.

 

Um sistema para ser bem sucedido precisa, antes de tudo, de adeptos e normas. Incorre em muitos sistemas alçados ao poder apenas uma das duas funções. Ou ele tem normas, mas não tem adeptos – como caso de ditaduras que são alçados rapidamente ao poder sem apoio das massas – ou tem adeptos, mas sem nenhuma fundamentação e normas a serem seguidas.

 

Não sei se é o caso aqui, mas, em tese, serve para fundamentar a queda de mais um sistema, no qual não continha normas, mas sim alguns adeptos. Adeptos estes que compareciam diariamente ao “Quartel General”, que foi denominado por pura conveniência dos adeptos desse “sistema”.

 

Quem comandava a princípio tentou criar algumas normas que, em tese, o prevalecia – algo que, no ver dos adeptos, não era nada de anormal. Porém, com o passar do tempo a relação entre o “senhor do sistema” e os adeptos tornou-se algo extremamente insustentável.

 

Depois de severas discussões, brigas e incompatibilidade com o “sistema”, os grandes adeptos resolveram destituir seu QG e trocar de posto. O “dono do sistema”, no começo, pouco se importou, mas com o passar dos tempos a situação foi se agravando cada vez mais.

 

Os adeptos, agora em outro QG, analisaram e chegaram à conclusão de que o sistema anterior iria ruir a qualquer momento. Surpresa, no entanto, foi a demora com que a queda se fez por completa. Hoje, depois de mais de três anos desde a saída dos adeptos, o sistema ruiu.

 

Ruiu, nesse caso, por incompetência de quem administrou. O dono do sistema administrou de maneira equivocada, diferente dos outros sistemas. Demorou, mas chegou. Djerunneve, vulgo Djota, por péssima administração, foi obrigado a passar o ponto de seu estabelecimento.

 

Os adeptos, a Famosa Patota, não comemoram. Como integrante, não quero o mal dele e de sua família, acredito que os motivos do fechamento foram apenas a incompetência administrativa e os altos preços cobrados, diferente de outros estabelecimentos da região. Mas, como bem sei, a vingança é um prato que se come frio. Nesse caso, uma cerveja que se toma quente.

Escrito por Marcos Thadeu às 14h52
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Triste (?!) realidade

O que você faria se algo realmente estranho acontecesse?

 

Dá para imaginar que algo assim aconteceu tão rápido?

O que antes parecia uma situação inimaginável, virou realidade.

Na verdade, sempre esperei que isso acontecesse.

O inevitável é sempre menos doloroso.

 

Desde, claro, que seja tudo dentro do tempo.

E quando o inevitável não está no tempo,

Sobra apenas a lamentação.

Sempre tentando tirar lições do ocorrido

Entre gozações e explicações.

 

Basta a você sempre erguer a cabeça,

Levantar a poeira,

Ouvir sábias palavras de quem passou por isso e...

Garantir aos outros que isso é questão de tempo

 

Entre a conversa rotineira de bar

Sábios conselhos você deve pedir

Tomar tudo como lição e com uísque

Água nem pensar.

 

Com grandes amigos

O terror é bem menos nocivo

Mantendo, sempre, a cabeça limpa (sic!)

 

Chegará o momento,

A partir da descoberta,

Bem antes do que você imagina,

E depois você estará rindo de tudo isso.

Logo que o primeiro copo de cerveja seja tomado

O sentimento da triste realidade não será mais doloroso

Somente será apenas mais uma fase da vida

 

Bem dizem que é sinal de experiência

Raízes antigas que agora transformam-se em árvore.

Antes do previsto, mas sem culpa de nada,

Nem mesmo pelos anos de preocupação.

Concentre-se nas coisas boas da vida,

Ofereça à vida o que ela oferece a você

Salte e mude a realidade: triste? Nem pensar!

 

Quer saber que realidade é essa?

Leia as letras em negrito



Escrito por Marcos Thadeu às 15h59
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Quatro metros quadrados

Eu sei que pessoas que não têm instrução sobre controle de natalidade sofrem dentro de casas e barracos minúsculos, cheios de gente, sem nenhuma condição de existência, sem qualquer contato com a higiene básica. Mas, definitivamente, nunca achei que viveria situação semelhante. (pelo menos no que diz respeito à superpopulação e a falta de condições de existência).

 

Decerto, logo de cara, já sabia que as condições não seriam as mais favoráveis. Cinco pessoas em um lugar que cabem quatro, pra mim, já é superlotação. Se contarmos, nesse caso, que cinco pessoas quase totalizam 500 quilos, a situação fica insustentável.

 

Não que no fundo houvesse problema para acomodação, longe disso, mas havia problemas de convivência. 500 quilos dividido por quatro dá 125 quilos por metro quadrado. Isso é (foi) inadmissível.

 

Ficamos reféns da nossa própria condição. Descobrimos que não podemos dividir o mesmo espaço (minúsculo) junto. Dá próxima vez, aconselho cada um alugar seu próprio quarto. Tudo por questão de sobrevivência.

 

As condições, mesmo que primárias (simples, na verdade), logo de cara, nos mostravam a real situação que enfrentaríamos nesses sete dias, nesses últimos sete dias de 2007. Tudo, em tese, parecia caminhar para a mais pura das normalidades escatológicas. E, infelizmente, caminhou. A passos largos, diria

 

Pessoas alteradas sofriam e faziam sofrer quem, por ventura, se entregava ao real motivo dessa viagem desgraçadamente sem nexo (e sexo) algum. Esses cinco bêbados incontroláveis não fizeram nada mais do que beber. Comiam às vezes, tomavam banho aos montes, supriam as “necessidades” milhares e milhares e milhares de vezes.

 

E assim os dias se passaram. E a situação, até então descontrolada, na virada do ano tornou-se cada vez mais insuportável. A cerveja, outrora a tradicional e deliciosa Bohemia, nas mãos desses imbecis tornou-se pior que a Cristal vendida metros à frente. Sorte nossa, que, mesmo assim, havia um quiosque à beira mar, com sua adorável garçonete de nome Iolanda, que nos saciou a sede com muitos kits contendo seis cervejas em uma geladeira de isopor.

 

Por força mais da condição de semi-alcoolismo (alguns em estado avançado), a cerveja, outrora dada como não consumível, foi “traçada” aos montes até que se acabassem. (na verdade, grande parte das Bohemias-Cristal foi deixada na praia juntamente com uma geladeira térmica; tudo por conta de um dia infeliz, onde o gelo do supermercado acabou e nossa adorável Iolanda estava de folga).

 

Entre tentativas frustradas de recuperar o sabor original da Bohemia, eis que esse bando de imbecis resolve, sem nenhuma razão aparente (na verdade pura inquietação, nesse caso), fazer “guerra de cerveja podre”. Sim, guerra. Posso dizer, com toda a convicção, que nessa batalha o dono deste blog saiu vitorioso, pois derrotou ninguém menos que Vitão, o Maníaco Suado, com um golpe de mestre envolvendo uma das piores pingas já compradas e consumidas por esses seres estranhos.

 

A pinga foi direto e reto aos olhos verdes-avermelhados de Vitão, fazendo com que ele se rendesse às minhas táticas de guerrilha. Porém, infelizmente, ganhei apenas uma batalha; na guerra o dono deste blog tomou uma sonora goleada. Daquelas vergonhosas.

 

Levitação, campinho de frango*, tempero de Miojo e folhas de palmeira. Algumas das “armas” adotadas pelos adversários com o intuito (e a satisfação) de sacanear o dono deste blog. Posso, no entanto, alegar que os adversários sempre se valiam do fato do dono deste blog estar dormindo, nunca o enfrentaram de igual para igual, em reais condições; quando isso aconteceu, o dono deste blog saiu vitorioso.

 

* Sei que todos devem estar curiosos para saber o que se trata de campinho de frango, eis a resposta e a origem de semelhante aberração da indústria gastronômica de congelados: ao realizar compras para a viagem, quatro dos cinco imbecis, foram à rede Makro. Entre miojo, leite e as 16 caixas de cerveja (seriam 15, mas não gostamos de número ímpar) Tadeu subitamente tem a idéia de levar dois pacotes de “meio de asa” congelada da sadia.

 

Meio de asa, para quem não sabe, contém menos carne que o pescoço do frango. Irredutível à idéia, Tadeu bate o pé (já que ele é mestre de kung-fu) e resolve levar a tal iguaria apelidada de campinho de frango. Ao chegarmos em Ubatuba, Tadeu coloca o saco da iguaria na geladeira, já que o congelador (local indicado para congelados como o próprio nome já diz) estava ocupado com o tênis do Teddy e sua meia cuidadosamente regada com água que virou uma pedra de gelo.

 

Não deu outra. Em poucas horas o campinho começa e escorrer o sangue da embalagem e a produzir um cheiro comparável ao Vitão em dias de extremo calor (que estava lá ou conhece o Vitão sabe do que eu estou falando); Tadeu, mostrando valentia comum a lutadores de artes marciais, mesmo sob protestos dos outros imbecis, come oito campinhos de frango mesmo que eles tenham passado mais de três dias em péssima condição de congelamento.

 

Mas o mais impressionante é que, mesmo assim, o único a passar mal foi Vitão, que não consumiu nenhuma iguaria galinácea. Azarado, não? Campinhos de frango foi o golpe mais sujo (literalmente) aplicado ao dono deste blog. Eis que, entre tapas nas nádegas, acordo ao lado de três pedaços recém-saídos do lixo. Sim, do lixo.

 

Mas, mesmo assim, o campeão de fatos escatológicos foi, sem dúvida alguma, Vitor Gilgio, o Maníaco Suado. Até o fechamento desta edição, Vitão liderava a peleja com três vomitadas contra nenhuma dos outros concorrentes. Conhecendo Vitão como conhecemos provavelmente esse placar foi – ou será – alterado. E que venha o carnaval, mas, dessa vez, tentemos alugar algo com mais de 10 metros quadrados e dois banheiros, por favor.

 

PS: histórias do banheiro não cabem aqui (eu respeito, em parte, meus míseros leitores), só quero deixar registrado que Gabriel Rios (Teddy) Santi quebrou a saboneteira, o que custou R$ 10,00 a mais na conta do quarto e que Tadeu, literalmente, arregaçou com o rodo que fica no aposento e, ainda por cima, pegou uma bermuda velha do dono da pousada para usar como pano de chão.



Escrito por Marcos Thadeu às 14h59
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