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ilustre (des)conhecido


No fundo, basta apenas um sorriso

Eu cá pensando com meus botões quando subitamente a realidade das coisas bate à porta e você, atordoado com seus pequenos problemas, pensa, na verdade, que seus problemas não são tão problemas assim, que sua realidade não é tão dura assim e que sua vida não é tão vazia assim para você, nesse caso o pseudo-escritor desse texto, ficar lamentando da falta de sorte ou do que quer que seja.

 

A realidade bateu tão forte, tão intensamente que foi preciso passar para o blog tal percepção dos fatos para, enfim, compreendê-los e passar melhor a admirar quem faz parte dessa história. Nesse caso, duas pessoas em especial. Mãe e filha que foram apresentadas há pouco tempo, há quase um mês. Não vou aqui contar a história, pois seria desnecessário. Creio que todos que lerão esse texto já sabem.

 

Posso dizer, com todas as letras, que essa história mexeu comigo e me fez pensar em como o mundo lá fora, nesse caso tão perto, está cheio de exemplos positivos que ficarão registrados em meus pensamentos nos dias que me restarem de vida. Exemplos estes que dão a dimensão exata das palavras: perseverança e persistência. Tudo isso sem esquecer da simplicidade e da humildade contida nos personagens.

 

Há exatos três dias, fomos à casa da Ana, visitá-la, como havíamos prometido no dia do nascimento da pequenina e linda Vitória – um belíssimo nome, por sinal. Informações recebidas davam conta que a mãe estaria com “sintomas” clássicos de mães quando se tem que cuidar de recém-nascido: cansaço, muito sono, fatos perfeitamente compreensíveis. Mas para a minha surpresa, e de quem estava comigo, foi tudo exatamente o contrário.

 

Ao toque da campainha, a surpresa. Um largo sorriso, recompensador àqueles que imaginariam uma situação diferente. Um sorriso que traduz, na totalidade, não apenas a alegria de ver três pessoas chegarem para uma visita de cortesia, mas sim transparece a felicidade por tudo de lindo que havia acontecido. E, no fundo, dá para se ter uma idéia de como é a vida daqui para frente. E por mais problemas que se tenha, por mais dificuldades que a vida impõe, o sorriso não sai da sua face.

 

Pensemos...



Escrito por Marcos Thadeu às 16h12
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Edson: o injustiçado

            O dono desse blog sem credibilidade e/ou visitação acaba de declarar guerra a outro blog sem credibilidade e/ou visitação. Curiosamente, posso dizer, o “inimigo” está presente nos “outros sites”. Mera coincidência? Não sei. Apenas artimanha de guerra, perceber e prever qualquer movimento suspeito do “inimigo bloguístico”.

            Poderia, aqui, usar de nomes, referências pessoais, físicas, ou qualquer outra para desmoralizar meu “inimigo”. Mas, ao contrário das guerras convencionais, vou logo ao ponto visceral mais baixo, aquele que provavelmente fará baixar a guarda da defesa adversária.

             Em um total ato de desespero, em um total ato de irracionalidade permissiva e nociva, meu “inimigo”, também presente em outras guerras, declara seu ódio ao lateral Edson* (não adianta, aqui não usarei aspas ao me referir a ele), do Sport Club Corinthians Paulista. Eu poderia aqui concordar com a qualidade de Edson, mas não vou. Apenas declararei que o Edson é, sim, um injustiçado.

            Atual camisa 2 da equipe paulistana, Edson nunca foi unanimidade entre treinadores, torcedores e companheiros de equipe. Certo, é bem verdade isso, mas acredito que num futuro não muito distante, ele virará um mártir dos tempos modernos. Pode parecer estranho, mas não é. Jogadores de qualidade duvidosa têm-se aos montes, e mesmo assim, alguns deles, são reverenciados.

            Meu “inimigo”, em um outro blog que poderia ter tido muita credibilidade e/ou visitação, deu mostras disso. Homenageando os jogadores de qualidade duvidosa, mártires de um futebol feio, sem qualidade técnica. Ele começou com o Gralak, mas aqui podemos citar, em seu próprio time do coração: o Henrique Queixada, zagueiro, o Gilmar Fubá, volante, o Ezequiel, volante, Wilson Mano, o polivalente, Índio, lateral-direito, o Paulo Sérgio, atacante, o Tupãzinho, atacante, o Dinei, atacante entre tantos outros.

            Mártires declarados que hoje gozam do prestígio folclórico que o futebol lhes deixou de legado. Com o tempo, acredito, que o Edson também será. Mais uns quatro ou cinco anos vestindo a camisa 2 do time de Parque São Jorge, ele tornar-se-á mais mártir do time. Qualidade técnica duvidosa, marcação ineficiente, cruzamentos imperfeitos, chutes desajustados, passe sem eficiência? Tudo isso sobrepuja a característica principal de Edson: a paciência oriental que este tem.

            Se há um complô contra os chamados “jogadores do terrão” como ele havia exposto em uma entrevista sincera e honesta, é muito difícil de saber. Mas culpá-lo por tudo, aí já é demais. Aqui eu declaro meu apoio incondicional ao Edson. Lateral que está a milhas de ser um Carlos Alberto Torres, um Djalma Santos, um Nelinho, um Wladimir, um Paulo Sérgio, até mesmo longe de ser igual ao polivalente Wilson Mano, mas espero que ele continue assim, com essa paciência que lhe é peculiar.

 

            Edson: saiba que aqui lhe escreve um fã.

 

*faça uma pequena troca.

Substitua Edson pelo presidente do Brasil e verás que o texto seria igual



Escrito por Marcos Thadeu às 10h07
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Cabeça vazia...

Em tempos como o meu – forçosamente dentro de casa – não temos muita coisa, mas o que mais temos é tempo. Tempo este que, em grande parte, passa-se à frente da tela do computador – talvez o meio mais fácil para que o tempo passe mais depressa (se é que isso acontece, certo?). E lá se vão preciosos minutos numa vida sem sentido. Numa vida que outrora tinha vivência, rotina, risadas, cervejas e diversão. Hoje, ao contrário de outrora, a vida é pacata, parada, empacada e todos os adjetivos que o Aurélio tem para definir algo sem movimento, sem vida.

 

Pelo menos ainda temos algo a usar. O computador pode não ser o melhor dos amigos (nesse caso não é, e acho que nunca será), mas pelo menos ele está lá, pronto para nos mandar informações que em outros tempos saberíamos lendo um bom jornal ou ficando atento às conversas de bar, de esquina. Hoje, infelizmente, o computador não reproduz nada disso, ao contrário, só reproduz aquilo que um dia queríamos que nunca acontecesse.

 

Entre uma música e outra do meu winamp, que vai de Adoniran Barbosa a Led Zepplin, passando por Los Hermanos e Madona (eu tenho vergonha, mas eu gosto da Madona), procuro incessantemente por informações. E, de saco cheio do mundo, vejo apenas o que mais me interessa, não mais de tudo, não mais de assuntos que jamais teria interesse. O meu computador, hoje, é puro reflexo da minha existência nesse mundo.

 

Existência essa que não me traz perspectivas. Acordo acreditando que “hoje será diferente”, “hoje vai dar”, “hoje é o dia”. Ao final, muitas vezes em mesa de bar, tendo a abolir a esperança de que ainda existe esperança para mim. Ao contrário do que muitos me falam, com razão às vezes, sei que não posso perder um fio de esperança sequer, mas o que se apresenta à frente não é das estradas mais retas, não é dos caminhos mais fáceis.

 

Eu sei que esse texto parece mais uma carta de adeus, mas, por favor, não pensem que é. Pelo menos não ainda. Não nesse momento. Nesse momento ainda tenho – e tento – me conformar, sei que é complicado, sei que é difícil, mas mesmo assim, mesmo que nada mude nos próximos meses, vivo a acreditar que um dia mude.



Escrito por Marcos Thadeu às 16h27
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