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Quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Mantinha com os amigos a esperança de ir, mas...
Um dia antes, o certo errado ou errado certo deu as caras
Tentou se livrar do evento de última hora, mas não conseguiu
Assim que viu o adiantado da hora, começou a desanimar
Noite regada à cerveja, cachaça e churrasco, que...
Teve final fora do local do encontro
Em um lugar conhecido de todos nós
Saiu sem rumo, apenas ele e o mundo
Enfim, voltou à casa de antes
Mais bêbado do que uma “vaca”
Saiu da sala em direção ao quarto de hóspede
Apagou na cama por poucos minutos
Ouviu o barulho estridente da chuva
Pulou da cama como num salto mortal
Arrumou-se e saiu, em direção à alegria
Umas três horas andando, chegou onde queria, mas...
Lotado que estava, sentiu desânimo. E, com isso, perdeu o...
Orgasmo do ano
Perdeu o quê?
Resposta nas letras em negrito
Escrito por Marcos Thadeu às 13h51
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Diálogos de metrô – parte 1
- Ela é ruiva. Muito bonita, só que ruiva
- Ruiva? Sério?
- Sim, que nem aquela menina ali (aponta com os dedos)
- Ah! Entendi
- Então, o cabelo dela é ruivo, sabe vermelho-ruivo?
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- Cara, a mochila é muito louca, cabe muita coisa
- Que bom, e foi cara?
- Não, coisa de R$ 70,00
- Nem tanto assim
- Além de tudo, ela é impermeável
- Não entra água?
Escrito por Marcos Thadeu às 14h25
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Conhaque, cigarro e...
Ele, sentado com a arma em punho. Ela, ajoelhada reza. A situação chegou ao fundo do poço. Chegou às vias de fato. Era a última gota d’água do copo cheio. Não deu outra, transbordou. Ele, ainda com a arma em punho. Ela, ainda ajoelhada reza com mais fervor. O mundo se viu desiludido. A casa se viu desmoronada. A vida se viu destruída. E tudo acabou. Ele, agora com o cigarro aceso. Ela, estirada no chão da sala. O sangue manchou o tapete persa. O branco do tapete ganhou tons vermelhos. Ele, com o copo de conhaque na mão esquerda e a ponta do cigarro na mão direita. Ela, estirada, ainda. Do lado de fora, os vizinhos ouvem um estrondo. Perguntam-se se o barulho era da arma que ele tinha em casa. Temeram pelo pior. Sabiam que a relação dos dois não estivera bem nos últimos meses. Ele, novamente com a arma em punho. Ela, ainda estirada no chão da sala. Ele leva a arma próxima à boca. Último trago no cigarro, último gole no conhaque. Ele, com a arma em punho, a leva à boca. Os vizinhos ouvem outro estrondo. Temeram, novamente, pelo pior. Sabiam que ele era uma pessoa violenta. A poltrona da sala, da cor marrom claro, agora abriga um corpo sem vida. Ela, ainda estirada no chão, ao ouvir o estrondo, levanta-se. E, mesmo com a cena horrível à frente, comemora. Comemora o fato do marido violento ser míope e não saber manejar a arma que comprou, há dois anos, para a proteção familiar. Ele, com braços jogados de lado e a arma caída ao chão. Ela, de pé, sai à rua, para nunca mais entrar. fechou a porta com as quatro chaves e foi-se embora. E nunca mais abrir aquela porta.
Escrito por Marcos Thadeu às 15h00
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