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ilustre (des)conhecido


Um dia em território inimigo

A Marília Ruiz é linda, corintiana, mas linda. E sim, ontem por volta das 17 horas da tarde, estava eu, Marcos, palmeirense, no Café Uranus, localizado no bairro da Santa Cecília, para o lançamento da chapa de oposição do Sport Club Corinthians Paulista (e não Corinthians Futebol Clube como disse Gustavo Nery, muito menos Sociedade Esportiva Corinthians como erroneamente nomeou Amoroso).

O evento foi bastante concorrido. A imprensa estava em peso. Televisões, rádios, jornais, internet, enfim, tudo e todos que vimos, lemos e ouvimos estavam lá. Inclusive a Marília Ruiz, que é linda, mas uma pena que seja corintiana.

A festa contou com gente gabaritada dentro do clube. Conselheiros, ex-conselheiros, ex-presidentes, ex-diretores, ex-jogadores, convidados e até mesmo, pasmem, um ex-colega meu de escola, na época áurea de Edmundo, Evair & cia. Pessoas que fizeram com que Marília Ruiz, que é linda, mas é corintiana, estivesse lá.

A coletiva de imprensa foi da maneira tradicional: jornalistas espremidos em uma minúscula sala onde fios, microfones, câmeras, canetas, lápis, e pessoas se aglomeravam em busca de uma única pergunta. Para minha sorte, Marília Ruiz, que mesmo sendo corintiana é linda, fez várias perguntas. Talvez nem tenha prestado tanta atenção assim à coletiva, tamanha era a curta distância que nos separava.

O coquetel, bem, o coquetel foi...regado a uísque e sanduíche de carne-louca (próprio para a ocasião). Os presentes, até certo ponto, confraternizavam e aplaudiam a iniciativa. Discursos acalorados, analogias ao momento presente com o passado, tudo isso fez parte do espetáculo. Tudo bem armado para ser um evento que poderá tornar-se um divisor de água. Para mim, claro, só ficará a lembrança daquele par de olhos verdes, que outrora parecem azuis, que por pouco tempo presente me enfeitiçou. Eu disse que a Marília Ruiz é linda?

Escrito por Marcos Thadeu às 12h02
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O quartinho

Lá no fundo da casa, ele tinha um quartinho, daqueles pequenos, onde guardava os objetos que ele mais tinha lembrança. A primeira bola, a primeira camisa do seu time de coração, o primeiro par de tênis, a primeira calça, o primeiro presente de aniversário, a primeira árvore de natal.

O tempo passava e o quartinho ficava cada vez mais cheio. Veio a primeira bicicleta, o primeiro brinquedo eletroeletrônico, o primeiro computador. As lembranças da infância davam lugar à adolescência.

Com o quartinho quase cheio, depois de um tempo, viu que não se apegava às coisas materiais. Não colocava mais nada lá dentro. Apenas a primeira cerveja tomada com os amigos, a primeira calcinha que ganhou de presente da primeira namorada. O tempo passou e as garrafas e calcinhas dominavam o quartinho. Uma peça íntima ele guardou em um lugar especial.

Depois de um tempo, a dona da peça que está no lugar especial, começa dividir o quartinho com ele. Então, eles começam a colocar, novamente no quartinho, a primeira bola, a primeira camisa do time do coração, o primeiro presente de aniversário, a primeira árvore de natal...

Escrito por Marcos Thadeu às 15h14
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Quase, foi por muito pouco

Disse o jovem universitário ao dono do bar que freqüenta todos os dias após a terceira dose de uísque daquela sexta-feira insana.

 

-         Quanto você ‘fecha’ a garrafa de uísque?

-         De qual?

-         Do Red Label.

-         O Red Label não tem mais, só tenho Grants.

-         Como assim?

-         Vocês acabaram com a garrafa.

-         Ah é?

-         É. Só você tomou três doses, seu colega mais duas e sua amiga mais uma.

-         Caramba. Mas, mesmo assim, quanto você fecha uma garrafa?

-         R$ 100,00. Para vocês.

-         Bom, ainda bem que você não tem o Red Label, cometeria uma besteira sem tamanho.

 

Pelo que ele lembra, o jovem universitário, a noite não acabou por aí. Terminou num reduto “moderninho” da cidade de São Paulo, com mais uísque. Além disso, houve espaço para um pernil com queijo, numa tradicional lanchonete da cidade e dois sonhos de valsa, para amenizar a situação criada pela “parada repentina.”

 

PS: Quem conhece os dois jovens universitários que estavam no carro, deduzem que a parada não foi “repentina” mas, sim, orquestrada de maneira a parecer o mais ‘acidental’ possível. Teve gente, claro, que não entendeu e torceu o nariz.

Escrito por Marcos Thadeu às 11h21
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