Histórico
 01/12/2009 a 31/12/2009
 01/10/2009 a 31/10/2009
 01/09/2009 a 30/09/2009
 01/08/2009 a 31/08/2009
 01/06/2009 a 30/06/2009
 01/05/2009 a 31/05/2009
 01/04/2009 a 30/04/2009
 01/03/2009 a 31/03/2009
 01/12/2008 a 31/12/2008
 01/10/2008 a 31/10/2008
 01/08/2008 a 31/08/2008
 01/07/2008 a 31/07/2008
 01/05/2008 a 31/05/2008
 01/04/2008 a 30/04/2008
 01/03/2008 a 31/03/2008
 01/02/2008 a 29/02/2008
 01/01/2008 a 31/01/2008
 01/11/2007 a 30/11/2007
 01/09/2007 a 30/09/2007
 01/08/2007 a 31/08/2007
 01/03/2007 a 31/03/2007
 01/02/2007 a 28/02/2007
 01/01/2007 a 31/01/2007
 01/12/2006 a 31/12/2006
 01/11/2006 a 30/11/2006
 01/10/2006 a 31/10/2006
 01/09/2006 a 30/09/2006
 01/08/2006 a 31/08/2006
 01/07/2006 a 31/07/2006
 01/06/2006 a 30/06/2006
 01/05/2006 a 31/05/2006
 01/04/2006 a 30/04/2006
 01/03/2006 a 31/03/2006
 01/02/2006 a 28/02/2006
 01/01/2006 a 31/01/2006
 01/11/2005 a 30/11/2005
 01/09/2005 a 30/09/2005
 01/08/2005 a 31/08/2005
 01/07/2005 a 31/07/2005
 01/06/2005 a 30/06/2005
 01/05/2005 a 31/05/2005
 01/04/2005 a 30/04/2005
 01/03/2005 a 31/03/2005
 01/02/2005 a 28/02/2005
 01/01/2005 a 31/01/2005


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis
 A nível de
 Pão com Farofa
 Cabeça Problemática
 Casa da Palavra
 Hemorragia de Pensamentos
 Bloganvile
 Cartela Vazia
 Procurando Ní
 Blog do Marcelo Camelo
 Ilustre Pensador Calazans


 
ilustre (des)conhecido


Metrô, um meio triste

Minhocas metálicas que percorrem quilômetros de trilhos. Sempre na mesma direção. Sempre nas mesmas paradas. Quase sempre nos mesmos horários. Sim, o metrô, ferramenta extremamente importante e (ao mesmo tempo) irritante. Não pelo fato de usá-lo, mas sim pela sua ineficiência.

Todo dia é a mesma história. Gente se acotovelando frente à necessidade de locomoção. Frente à necessidade de ganhar (às vezes perder) tempo. Gente se espremendo frente às mais ávidas e intrépidas necessidades.

Gente de tudo quanto é tipo. De tudo quanto é jeito. Homens, mulheres, crianças, velhos, novos, gordos, magros. Alguns valem observação. Idosos, mulheres frágeis, todos, sem distinção, se aglomeram em minúsculos espaços. Minúsculas entradas.

Desconfortáveis, não se importam, na imensa maioria das vezes. Mas, a verdade, é que se importam, sim. Não falam, não expressam, não esbravejam, mas se importam.

Idosos que poderiam estar brincando com seus netos, por necessidade (ou falta de opção) estão lá. Mulheres frágeis, pequenas, grandes, magras, gordas, estão lá. Se apertando (sendo apertadas), empurrando (sendo empurradas). Tudo isso para poder não perder tempo.

Mas o mais estranho de se usar o metrô todo o dia é a diversidade. Todo tipo de gente. Muitos(as) merecem observação. Mulheres bonitas e voluptuosas aos montes. Senhores idosos que, mesmo com a maior dificuldade no andar, por causa da idade, enfrentam as adversidades com espírito e dedicação de quem sabe como é dura a vida. Mas, o que mais me chama a atenção é por um pequeno detalhe: raras são as pessoas que conseguem, por um momento sequer, sorrir (ou mostrar alegria) dentro do metrô. Talvez essa seja a melhor forma delas demonstrarem indignação.



Escrito por Marcos Thadeu às 14h05
[] [envie esta mensagem]



Dependência

Mas que caralho! Esbravejou este protótipo vagabundo de escritor ao chegar ao local de trabalho e notar que a pior coisa do mundo, para quem trabalha (ou finge que trabalha), aconteceu: ficar sem internet. Sim, a porra do speedy estava com problemas. Mas foda-se, você é estagiário, portanto está aí para sofrer, se vira.

Mais calmo e, como não poderia deixar de ser, mais cansado pois o esforço para com o trabalho tinha sido aumentado, no mínimo, em 14 vezes, me coloquei a pensar em como há uma enorme dependência (que aqui classifiquemos como vício, mesmo) das modernidades que a vida, irrefutavelmente, nos impõe.

Ao terminar o trabalho corriqueiro e, mesmo depois de ter comido uma belíssima feijoada regada a torresmo e todas as outras maravilhas que possui este nobre prato, volto ao escritório. E, como estava sem a ‘principal ferramenta do meu trabalho’, não tinha nada para fazer, a não ser esperar a hora, que nesse momento, insiste em ser mais lenta que o habitual.

Pego o jornal. Leio. Releio. Passam-se 30 minutos. Vou ao computador, internet explorer. ‘Esta página não pode ser exibida’. Mais um tempo e nada. Iniciar, acessórios, jogos, paciência. Depois de um tempo, para variar, enche o saco. Iniciar, acessórios, jogos, free cell. Novamente enche o saco. Última tentativa. Iniciar, acessórios, jogos, campo minado. Nada. Passa-se menos de uma hora.

O sangue ferve. Pego os jornais. Leio novamente as mesmas matérias, as mesmas opiniões, os mesmos pensamentos. E nada. O pior é que ninguém está a salvo disso. Olho para o lado. Um companheiro a jogar um joguinho no seu PC, outra, mais cansada, a dormir debruçada na sua mesa de trabalho. Tentamos conversar. Sem sucesso. Todos raivosos pela tarde perdida. Pelo dia perdido, pela vida perdida. A certa altura ouve-se uma frase que resumi tudo: “é melhor ficar sem Word (mesmo tendo que usá-lo) do que ficar sem internet”. É, não há nada é mais trágico do que isso.

E sendo assim, mesmo que tentemos, não conseguimos, pelo menos nos dias de semana ou de trabalho, mesmo que não precisemos, ficar sem acessar pelo menos uma hora dessa joça. Ou será que você consegue passar um dia sem ver seu e-mail ou ver se há scaps para você em sua página do orkut? Só tenho algo a dizer: Duvido.

Escrito por Marcos Thadeu às 14h58
[] [envie esta mensagem]




[ ver mensagens anteriores ]