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ilustre (des)conhecido


Um personagem chamado Jesus Camelo e sua vida através de seus discos

Los Hermanos.

Jesus Camelo perdera sua amada, “Anna Julia”, pois não conseguia dar uma bimbada fazia “Onze Dias”. Pensando no porquê de seus problemas, encontrou-se com a terapeuta sexual “Aline”, que tentou tirar o “Azedume” de Camelo. Nada feito. Ao voltar para casa, encontrou “Outro Alguém” na sua cama. Pôs-se a chorar. “Lágrimas sofridas”. Com raiva teve a maior “Descoberta” de sua vida. Sua antiga namorada, “Bárbara” ainda o amava. Combinaram de sair.

        “Quem sabe” não podemos assistir a uma peça sobre o “Pierrot”.

Foram, e assistiram o espetáculo, mas sem se tocarem. A antiga namorada, raivosa pediu:

        “Vai embora”

E lá foi Jesus Camelo. Pensando na vida. Andando pela rua e sentindo o calor da “Primavera” carioca. Pensou na sua amada e disse, após a sétima dose de cachaça:

        “Sem ter você” eu não sei o que vai ser de mim. “Tenha dó”.

 

Bloco do Eu Sozinho

Mesmo sabendo “Todo Carnaval Tem Seu Fim”, Jesus Camelo foi até a loja comprar “A Flor” para sua amada. Mas, ao contrário do que imaginava, desenhou um “Retrato Pra Iaiá” que entregaria a seu sobrinho.

-         “Assim Será” mais fácil convencê-lo a ir ao jogo do Mengão.

Mas não foi da mesma maneira com sua amada. Até chegar a seu lar, uma “Casa Pré-Fabricada” em Belford Roxo, Camelo se deparou com seu amigo e logo lhe perguntou:

-         Cara, “Cadê meu suin-?”

Este, obviamente, não soube responder, mas Camelo deixou para lá, já que era “Sentimental” à beça. Indo por ruas sinuosas da Baixada Fluminense, Camelo avista um puteiro de nome estranho, “Cher Antoine”. Sem ter o que perder, adentra o local. Lá conhece raparigas de belo porte, que se insinuam a ele. Já que estava furioso com sua amada, e uma das meninas era um tremendo avião, Jesus Camelo, sem pensar muito disse:

-         Ah!, já estou todo fodido com ela mesmo, então “Deixa Estar”. Daqui para frente vou curtir a vida, vem cá minha nêga!

Quase chegando aos ‘finalmentes’ com a profissional do prazer, Camelo pede “mais uma canção” à moça. Quando estão no ato sexual a moça parece que está a “fingir na hora rir” de Camelo, o que o deixa furioso.

Ao voltar para casa, com batom no colarinho e fedendo à cachaça, sua amada, raivosa como qualquer mulher estaria nesse momento, começa a esbravejar com Camelo. Sem ter o que fazer e desculpas a dar, nosso personagem apela para o lado emocional, e diz:

-         “Veja bem, meu bem”, não queira te magoar, é que eu ando “Tão Sozinho” que não sabia o que fazer!

Ela, claro, não aceita as desculpas e simplesmente diz: “Adeus, você” perdeu!

Escrito por Marcos Thadeu às 13h49
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Uma epopéia em 5 partes

Aí foi

 

A viagem começa na sexta-feira, no Rota. Gordo, Bitor e eu. Cervejas, caipirinha e sinuca. Ida até o Helder. Chegamos. Bar da Adriana. Cerveja e treta. Não sei porquê, mas treta. Sono. Uma hora, o suficiente. Arthur Alvim. Busão amarelo. Chamada. Zé Paulo, nosso condutor à morte.

 

Desculpa! Eu tava bêbado

 

Busão. E lá se foi a viagem. Parada. Tatuapé, primeiras cervejas do sábado claro. E lá vamos Paramos. Vodca e coca-cola. Zoeira. Lanche. Maracujá por todo o teto. Sono.Uma cueca rasgada. Segunda parada. Coxinha, quibe, enrolado de salsicha, queimadura. Cerveja. Foto. Dormiam. Acordavam. Música ruim. Maracujá e uma desculpa. “Eu tava bêbado”. Terceira parada. Já no Rio. Bunda queimando. Cerveja em garrafa. Garrafa no ônibus. O Rio. Cariocas. Ssssskol, três reaissss.

 

Foi cara a água de coco? Não, mas o uísque que está aqui dentro foi

 

Andamos. Nada. Flamengo e Botafogo. Separação da galera. Desperdício de tênis e meia. Ex-jogador do Bangu. Ânsia de vomito e cacode vidro. Depois de uma hora, Copacabana. Argentino. Uísque no coco, cerveja sem gelo. Praia. “Caipiroca”. 5 por R$ 8,00. Bola gigante, “que bunito”. Boteco. Cerveja. Jorge Amado e suas mulatas. Velhas Virgens. Sambas do Adoniran. Meio da Praia. Titãs. Briga. Vontade de urinar. Quase um furto. Explosão.

 

It's only rock 'n roll but I like it

 

Explosão. Keith Richards. Jumping Jack Flash. O começo do maior espetáculo da Terra. Pulos, gritos, choros. Mick Jagger o maestro da noite. Mais choros. Menos saúde. Mais cansaço. Mais gritos. Quase treta. “Nunca arrume treta sem avisar”.  Start Me Up. Brown Sugar. Satisfaction. Fim. Volta. Confusão. Perdido. Sozinho. Brigas à frente. Três meninas, um idioma. Não era português e sim inglês. Loiras, lindas, suadas, desesperadas Cabelos amarelos da cor do ouro, uma de olhos azuis e outra de olhos verdes. Em pouco tempo perdi-as de vista. Sozinho. Preocupado. Comigo e com meus amigos. Exausto. Preocupado com seus pertences. Uma mão no bolso. Outra mão desviava dos transeuntes. Av. Princesa Isabel fechada. Perdido. Entrada. Exausto, vejo um táxi. Coloco a camisa e aproximo-me. “Está livre, chefe?. “Esssstou, para onde tu quer irrrrr?. “Pro Aterro”. “Só vocccccê?”. “Sim”. “Belezzza, vinte merréis”. Escolha certa. Taxista gente boa. Reclamou da organização. Não deveria ser em Copacabana. Paguei. Desci, em menos de cinco minutos. O Busão estava lá, mas meus amigos não. Ainda preocupado. Depois de um tempo e 3 garrafas de água avisto-os ao longe. Chegaram. Enfim, todos a salvo.

 

Não se exclui nada na vida

 

Volta. Ônibus em silêncio. Enfim, oito horas depois, a recompensa. Um sofá. Uma refeição. Pão com queijo. Soda limonada. Fim dos meus reais em gasolina. Dicas para deixar o carro limpo. Casa. Mais uma vitória. Chuveiro. Sabonete. Xampu. E sono.

 

Moral desta história.

 

Cuuuuu, você disse cuuuuuuu?



Escrito por Marcos Thadeu às 15h56
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Desespero

Viu-se sozinho no meio da rua. Olhava para os lados. Olhos tristes de quem saiu correndo. Ofegante. Correu para sair dali. Não sabia para onde ir. Mas sabia que tinha que sair dali. Correu. Como nunca correra antes. Saiu. Não voltou. Olhou para trás e sentiu remorso. Mas não voltou. Olhou de novo. Sentia angústia. Mas agüentou.

Lembrou de tudo. Ao mesmo tempo queria esquecer. Não esqueceu. Lembrou. Lembranças doídas. Tempos sofridos. Vida suada. Vida bandida. Parou. Pensou. Refletiu. Correu. Mais ainda. Mais ofegante. Mas delirante. Mais raivoso.

Chegou. Parou. Conversou. Um amigo quis lhe confortar. Confortou. Despediu-se. Saiu. Correu. Andou. Parou. Descansou. Lembrou. Chorou. Sentou. Levantou. Chorou. Enxugou as lágrimas e correu. De novo correu.

Pensou. Por quê? Pra quê? Onde? Como? Não entendeu. Correu. Saiu. Olhou. Voltou. Correu. Parou. Conversou. Chorou. Bebeu. Correu. Voltou. Ao início. Chorou. Correu. Morreu.

Escrito por Marcos Thadeu às 14h42
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Naquele tempo que era bom

Zoando um colega, ontem, pelo MSN, a pedido de outro colega (comum aos outros dois), comecei a pensar em como, hoje, tudo é superficial. Até mesmo as brigas. No tempo dos nossos avós ou até mesmo dos pais, tudo se resolvia “no tapa”. É verdade.

Antigamente, brigas eram brigas, discussões eram discussões. E por aí vai. Hoje, não é assim. As brigas não são tão brigas assim, assim como as discussões. Tudo é superficial, ou popularmente como sendo “de longe”.

Sabe, levava-se em consideração, há tempos, o momento. Do tipo: um jogo de futebol. Uma discussão. Uma briga. Dois senhores hoje ou dois adolescentes à época. Discutiam, se xingavam, se estapeavam. Mas sempre com os próprios punhos e pernas. E a briga terminava ali. Poderiam, obviamente, não se falarem mais pelo resto da vida, mas tudo terminava ali.

Hoje não. Um jogo de futebol. Uma discussão. Uma briga. Uma “renca” de gente. Uma arma. Um assassinato. Uma represália. Uma jura de morte. Tudo não acabava ali, ao contrário, apenas começava ali.

Até mesmo nas discussões. É fato. Se antigamente tínhamos algum problema, mandavam chamar. Conversavam. Frente-a-frente. Olho no olho. E terminava ali. Hoje não. Tem algum problema? “Será que esse desgraçado está on-line?”. “Já sei, vou mandar um scrap xingando ele, daí eu quero ver!”. E, provavelmente, não terminaria ali. Seria uma enxurrada de e-mails, scraps, para acertar, virtualmente, as contas.

Naquele tempo que era bom. Tudo se resolvia no tapa. Frente-a-frente, somente com os punhos. E terminava ali. Hoje, ao contrário, podemos xingar um imprestável japonês em Tóquio (se der vontade), sem sair de casa, apenas usando alguns dedos. É triste o fim da relação interpessoal dos dias que se seguem. E tende a piorar. Melhor ir se acostumando com isso, goste ou não. Mas se acostume, e não me encha mais o saco, porque se fizer, vou te bloquear no meu MSN ou te deletar do meu Orkut.

Escrito por Marcos Thadeu às 12h29
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Rotina

Acordo. Café. Banho. Metrô. Tarefas matinas. Água. Jornais à mesa. Computador ligado. Conversas no messenger. Calor. Água. Envio de e-mails. Sono. Entrevistas por telefone. Jornais à mão. Almoço. Sono. Pesquisa. Calor. Água. Metrô. Sono. (Cerveja). Banho. Janta. Sono. Durmo.



Escrito por Marcos Thadeu às 12h42
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Comentário (a um amigo)

Tudo que ele faz ele avisa. Mas não se contenta em avisar. Explica. Não fica feliz em explicar. Implora. Mesmo implorando não deixa de pedir. Um comentário a todos que o leiam.



Escrito por Marcos Thadeu às 12h33
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