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A incrível patota (des)ajustada
Todos conhecem rodinhas de amigos. Claro, sempre fazemos parte, variável ou invariavelmente. Gostemos ou não. Sim, não adianta dizer que não, sempre estamos em uma roda. Em quase todos os lugares. Em quase todas as ocasiões.
A rodinha de amigos é formada por pessoas que, quase sempre, compactuam de uma mesma opinião, tem uma mesma linha de raciocínio e, por fim, tem hábitos em comum.
São essas características acima que demonstram a eficiência ou não de um círculo de amigos. Mas será que todas essas evidentes características devem ser preenchidas para ter uma rodinha de amigos? Bem, se me dissessem isso há alguns anos, poderia afirmar, não categoricamente, mas com quase certeza, que sim, essas características deveriam ser preenchidas.
Mas hoje não creio mais nisso. Não consigo enxergar nessas características, sinais que evidenciem que um relacionamento dará certo ou não numa roda de amigos. Claro que somos diferentes, não só no aspecto físico, mas nas opiniões e no modo de agir e pensar. Somos muito diferentes. Mesmo assim, a roda de amigos dá certo. Mas por que será?
Bem, pode ser porque nenhum dos integrantes dê a mínima para o que o outro pense ou deixe de pensar. Pode ser pela simples questão do convívio, que se apurou e afunilou com o passar dos anos. Pode ser por terem opiniões tão contrárias que acaba os unindo mais. Pode ser a relevável paixão pela vida desleixada que todos levam. Pode ser a paixão pelo néctar dos deuses, feito de lúpulo, malte e cevada. Pode ser tudo isso. E é.
Evidentemente que mesmo assim intrigas acontecem. Rivalidades aparecem. Mas mesmo assim continuam lá. É conhecida no meio em que freqüenta. Sabem quem são eles. Talvez até se perguntem: como eles conseguem ainda ser amigos? São, realmente, conhecidos. Também pudera. São espalhafatosos por natureza (sim, todos são gordos). Mas não é só isso. São espalhafatosos por atitude, por braveza, por inquietação e por bebedeira (ah, sim, é onde são mais espalhafatosos).
Porém, mesmo com todas essas diferenças. Com todas as brigas e intrigas, eles se mantêm firmes. Continuam a contar causos da vida. Sem pensar no amanhã. Não pensam no futuro, mas sim no próximo copo de cerveja ou de pinga ou dos dois ao mesmo tempo. Ainda bem. Rodrigo, traz uma cerveja pra mim.
Escrito por Marcos Thadeu às 12h24
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