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ilustre (des)conhecido


E agora, quem poderá lhe deter

Mais uma triste página da história nacional. Tudo que fora idealizado caiu tão rápido quanto um castelo de cartas à frente de um furacão.

Não se esperava isso. Mas, o que se esperava? Esperava-se esperança. Esperava-se diferença. Enfim, esperava-se novidade. Esperava-se tudo, menos isso.

Infelizmente, percebe-se que nem todos que lá estão agem de maneira correta. Isso até que é óbvio. Seria utópico dizer que lá estavam somente monges tibetanos. Estavam, até chegar à alçada nacional. E quando lá chegaram, deixaram de ser os monges tibetanos de outrora. Passaram a ser pessoas normais. Seres normais. Iguais aos outros.

A triste página da história nacional está sendo escrita por aqueles que, aparentemente, deveriam estar resgatando o orgulho ou apenas a lealdade para com seus súditos seguidores.

Mas, não foi feito isso. Nada foi feito. Ou melhor, nada foi mudado. A mesma corriola (quadrilha) com os mesmo moldes de outrora, toma conta do país. E no comando dessa corriola, aquele que desde tempos remotos brigou para tirar outras corriolas ou oligarquias do poder.

Infelizmente, ele queria tirar (e conseguiu) a corriola de lá para pôr a sua corriola, a sua oligarquia, seja ela de que maneira fosse.

E foi formada. Aos moldes antigos. Sem nenhuma mudança de eventuais e retrógrados esquemas feitos no passado. Era apenas a continuação ou a manutenção de um sistema, que, até pouco tempo atrás, se considerava perfeito. Longe de ter vias ou falhas que pudessem ser descobertas. Mas eles estavam enganados.

Por pouca experiência ou por falta de preparo as falhas saltaram à mente de um súdito seguidor. Como forma de retaliação pela perda de algo, coloca tudo à solta. Não deixa nenhum detalhe escapar. Tudo desmorona a passos rápidos. Ninguém, que outrora era intocável, escapa das ligações.

Porém, como muitos podem achar, nem tudo está perdido. Alguém pode lhe deter. Dependerá somente da capacidade de quem está no comando, do chefe máximo. Se a situação é constrangedora, por outro lado, de uma maneira ou de outra, pode ser contornada. É difícil, é verdade, mas há de se achar uma saída.

Houve traições, é verdade, já foi dito isso. Mas, mais traído estamos nós, que esperávamos esperanças, lealdades e novidades. E fomos surpreendidos com a mesmice de outros obscuros dias de nossa história.

Os obscuros e antigos dias de nossa história saltam à vista, tomam conta de todos os que até pouco tempo tinham esperanças de que isso fosse apenas a tão conhecida “intriga da oposição”. Mas os fatos apontaram que não era somente isso.

Tudo fora hermeticamente planejado, calculado para não dar errado. Mas, deu. E agora há que se arcar com as conseqüências. Ícones da história nacional serão, não-literalmente, degolados em praça pública. Mas, terão que arcar com as responsabilidades de (além de tudo) quebrar com promessas do passado, com ideologias pregadas durante anos de batalhas e movimentos.

Enfim, terão de mostrar ao povo o que todos sabem. É fato que o poder, e toda essa mágica que possui, sobe à mente dos governantes. Talvez fosse por falta de atalhos para sair do sistema, não sei. Talvez fosse por acomodação “está lá, então não precisamos mexer”. Ou, pior de tudo. Pode ter sido propositalmente deixado para favorecimento próprio.

 

*Desabafo impulsionado pela audição do CD 4 – Los Hermanos



Escrito por Marcos Thadeu às 14h58
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