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ilustre (des)conhecido


Vigilantes do Peso sofre derrota acachapante

 

Ocorreu na quadra da Universidade São Judas Tadeu, mais uma derrota monstruosa do time Vigilante do Peso formado por alunos do 3º ano de jornalismo. O jogo, que ocorreu às 2 horas da tarde, foi marcado por tropeços de todos os jogadores da equipe.

A derrota de 10 a 3 mostrou como a equipe não tinha a menor condição de enfrentar, com dito por um dos membros, “uma equipe que vive de esporte”, já que a derrota foi para uma sala do curso de Educação Física, pior para o 1º ano, ou seja, pessoas de 2 a 3 anos mais novas que a maioria da equipe.

O jogo

O Vigilantes do Peso começou com a seguinte formação. Vitão no gol, Marcos como fixo, Tadeu em uma ala, Helder na outra ala e Teddy mais à frente, puxando os contra-ataques. No começo as táticas do VP estavam dando certo, mas como o jogo foi num horário em que o sol estava forte e a partida foi na “altitude”, o jogo foi no 8º andar, o minguado elenco de apenas 5 jogadores sentiu a pressão e o calor não agüentando correr todo o primeiro tempo, que acabou 6 a 2 para a equipe adversária. Na primeira etapa o desgaste foi grande, pois o time não contava com reservas. Os gols do VP no primeiro tempo foram marcados por Teddy e Marcos, este em cobrança de pênalti sofrida por Helder.

No segundo tempo os jogadores estavam exaustos, antes mesmo do apito do juiz. Como a equipe adversária contava com um plantel maior, porém tecnicamente muito fraco, o VP não conseguiu agüentar o ritmo forte, cedendo mais alguns gols ao adversário. O jogador Ginga chegou com o jogo começado e tentou impor um ritmo mais forte de jogo, porém a situação ficou insustentável quando o juiz marcou um pênalti, duvidoso, e expulsou o ala Helder, alegando perigo de gol. Aí foi a pá de cal. Apesar do começo do segundo tempo estar equilibrado, com a entrada de Ginga, o VP não sustentou a pressão e literalmente parou em quadra. No segundo tempo o gol de Tadeu, após cruzamento de Helder, pouco acrescentou à equipe. Final 10 a 3.

Para uma possível classificação o VP precisa de apenas uma coisa: um milagre de Deus. Resumindo: se o outro time do grupo ganhar de o 1º ano Educação Física por uma vitória mínima, 1 a 0, no outro jogo o VP terá de fazer, no mínimo, 14 a 0 para a classificação.

Atuações

Vitão: entrou no lugar de dois goleiros que não puderam aparecer por compromissos inadiáveis. Apesar da pouca experiência no gol saiu-se bem, não tendo culpa em nenhum dos gols. 6,0.

Marcos: atuação fraca esperava-se dele muito mais. Único fixo do time pouco pôde fazer para impedir os gols e ataques da equipe adversária. Marcou um gol de pênalti e contundiu o goleiro adversário com uma forte bolada no rosto, além de dar um rolinho em  um jogador. 5,0.

Helder: jogou bem no começo, porém o forte calor impediu que fizesse mais. Chegava à cara do gol e não sabia o que fazer. Deu o passe para o gol de Tadeu e sofreu um pênalti. Em um lance duvidoso o juiz o expulsou. 5,0.

Tadeu: muita correria e alguns passes errados jogou em posição errada, deveria ter ficado mais atrás ajudando Marcos na zaga. Foi premiado com um gol no segundo tempo. 5,5.

Teddy: jogador de boa habilidade, mas sem nenhum preparo físico. Puxava os contra-ataques, jogou à frente e lá ficou até o fim do jogo. Foi, sem dúvida, o que mais sentiu as condições adversas, calor e altitude. Premiado com um gol e uma roubada de bola de Helder. 5,0.

Ginga: chegou com o jogo começado e pouco pôde fazer para reverter a situação. Apesar de tocar bem a bola não conseguiu tabelar com o restante da equipe que se encontrava completamente exausta. 5,0.

Zé: técnico omisso, poderia ter usado sua longa experiência de vida para tentar arrumar a equipe, não o fez. Tentou entrar em quadra, porém não trajava equipamentos adequados à prática do futebol. 5.0.

Gordo: o melhor em quadra, mesmo não chutando nenhuma vez a bola. Nosso fotógrafo oficial entrou com o jogo terminado para tirar a foto do Vigilantes do Peso. 7,5.

Adversário: time de algum toque de bola. Foi beneficiado pelo elenco vazio do VP. Acredito que não será uma equipe a incomodar no campeonato. 7,0.

Juízes: não tinham nenhum preparo para apitar um jogo de futebol. O nível amador do jogo só poderia ter uma dupla de arbitragem amadora. Suas decisões no jogo eram sempre contestadas, não conseguiam manter um nível aceitável de disciplina. Além de tudo, marcaram um pênalti duvidoso para o 1º ano de EF, expulsando o jogador Helder, injustamente. 3,0.

Mesárias: essas sim fizeram com que valesse a pena jogarmos e quase morrermos de cansaço. Uma dupla de muita, mas muita qualidade. Elas nos beneficiaram, pois não cobraram a taxa de arbitragem (R$20,00) que deveríamos ter pago aos juízes da partida. 10,0.



Escrito por Marcos Thadeu às 00h11
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A parcialidade da imprensa esportiva que me enoja

 

Caríssimos colegas. No dia do jornalista proponho uma reavaliação da imprensa esportiva nacional. As perguntas são simples: a imprensa, de modo geral, é boa? Você, como espectador desta imprensa, está feliz com o que vê? Até que ponto você julga pertinente um jornalista transformar tudo em espetáculo? Você acha que a parcialidade ajuda ou não no cotidiano jornalístico?

Bem, as perguntas são um pouco fáceis de responder, mas necessita de uma análise minuciosa de suas eventuais respostas. Por que digo que necessita de análise minuciosa de suas respostas? Pelo simples fato, a meu ver, da tendencialidade que impera atualmente na imprensa paulista, por exemplo.

Vejamos um caso, se você que lê não torça pelo Corinthians, me diga, quando você viu seu time ser tão explicitado em programas de televisão, rádio ou em jornais impressos, revistas ou Internet, que não seja em conquista de título?

É realmente difícil de responder. Por isso que coloco essa questão em pauta para analisarmos minuciosamente a parcialidade da imprensa paulista. Falo em todos os níveis e programas existentes, pois, a meu ver, nenhum se salva, em termos de meios de comunicação aberta ao grande público.

Tivemos um claro exemplo ontem. Após a vitória do Time de Parque São Jorge, a imprensa enalteceu a tudo. Desde o resultado, como a torcida, que realmente fez a festa, porém, a maneira tendenciosa que eles colocam, pode mostrar que somente a referida torcida é que sabe fazer uma festa nesse nível, o que não é verdade, pois todas (e disse todas) dos grandes clubes fazem à mesma maneira. Parece que a imprensa tem algo a ver com o clube e com a torcida. Espero que seja fantasia da minha cabeça.

É bem verdade que a vitória foi convincente, que a torcida fez sua parte, mas daí a mostrar somente isso, sob uma ótica de superioridade, eu não aceito. Falar que somente quem faz parte desse time sabe o que é torcer realmente, é completamente inconseqüente perante as outras torcidas. Parece que somente esse time tem uma torcida fanática, as outras são meramente subjetivas nos estádios. Da maneira que eles colocam, parece que somente essa é realmente fiel ao seu time, o que também não é verdade.

O que me deixa mais entristecido com isso é que realmente tem que se falar da importância da torcida, mas dando espaço às outras, pois é preciso valorizar os outros clubes da mesma maneira. Não estou nem entrando no mérito da parcialidade de jornalista, pois acho isso outra história. Mas como eles colocam o fato da torcida é muito parcial. Infelizmente.

P.S. – a maior demonstração de fidelidade de uma torcida que eu vi foi um Palmeiras e Grêmio, quando o time de Parque Antártica perdeu o jogo de ida por 5 a 0 e na partida de volta havia mais de 32 mil pessoas no Palestra apoiando o time, que mesmo saindo perdendo, não cansou de apoiar e aplaudiu o time que, brilhantemente, ganhou de 5 a 1 e, mesmo estando eliminado, foi alvo de inúmeras congratulações da torcida, é claro. Pois se formos pensar em termos de imprensa, estaríamos perdidos.



Escrito por Marcos Thadeu às 13h49
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Desligar ou não desligar - texto com continuação abaixo

(apenas um esboço)

 

Até qual ponto temos controle sobre a vida humana? Será que podemos ajudar as pessoas a ponto de podermos, eventualmente, tirar-lhe a vida? Bem, essas questões parecem simples de responder. Muitos responderiam, ou pelo fato de sua religião ou por desconfiança ou por questão ideológica, de forma negativa. Mas será que as respostas continuariam negativas se um caso de sofrimento extremo fosse diretamente com um ente muito próximo? É difícil de prever, mas provavelmente poderia mudar.

O que se quer indagar é: será que uma pessoa, vendo que um parente seu não podendo mais suportar as dores e a agonia de alguns anos de sofrimento, além dos médicos expressarem que não haveria nenhuma possibilidade recuperação, não tentaria utilizar meios de acabar com o sofrimento dele e o seu próprio? Essas questões voltaram à tona com o caso da americana Terri Schiavo nas últimas semanas.

A eutanásia da americana foi “encomendada” – se é que podemos afirmar assim – pelo marido dela, que conviveu com seu estado durante 15 anos de sofrimento. Sofrimento mútuo é verdade.

No caso, o marido entrou na justiça para poder ter o controle sobre a vida de sua esposa, visto que o sofrimento dela não cessaria e a situação poderia piorar, de acordo com os laudos médicos.

Mas será que foi a melhor solução? Bem, isso somente o tempo irá nos dizer, pois apesar de Terri estar em estado vegetativo há mais de 15 anos, sua família, no caso os pais, eram extremamente contra desligar a sonda de alimentação. Depois que todas as intervenções da justiça deram o caso encerrado em favor do marido, Terri morreu 13 dias após a sonda ser desligada.

O que nos deixou perplexo foi o fato do caso ter tomado proporções gigantescas. As intervenções estaduais e federais fizeram do caso um verdadeiro espetáculo, que culminou com o fechamento que conhecemos. Porém, para a opinião pública, e para muita gente, o grande vilão dessa história foi, justamente, o marido, por “ordenar” – se é que podemos escrever assim – a morte de sua própria esposa.

Por mais que ele tivesse motivos, e ele tinha, o marido de Terri foi colocado com sendo – logicamente guardando as devidas proporções – como sendo um verdadeiro assassino. Mas fica outra pergunta. Se ele não pode ter controle sobre alguém no qual vivera todos os anos de sofrimento, o que diremos às famílias de condenados à morte? Provavelmente dirão que foi feito isso (a condenação) para cumprir a sentença de quem não seguiu corretamente as leis.

Bem, mas o Estado pôde ficar com o controle desse condenado, claro que “camuflado” pela lei, mas era dele o controle sobre a vida – e provavelmente a morte – dessa pessoa.



Escrito por Marcos Thadeu às 11h17
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Desligar ou não desligar - continuação

 

Bom, essa afirmação da pena de morte é plausível, mas não é a mesma situação da eutanásia? A olhos vistos pode não ser, mas o resultado final é o mesmo. Se um foi morto por ter feito algo contra a sociedade, no qual o condenado não poderia ser corrigido do ponto de vista psicológico, outro morreu por uma série de complicações no qual não se poderia reverter ou corrigir, do ponto de vista médico.

Um condenado à morte geralmente é uma pessoa incorrigível, a ponto de viver em sociedade; a pessoa em estado vegetativo também tem os mesmos parâmetros. Ela é irrecuperável e também não tem a menor condição de viver em sociedade. Evidentemente não estamos comparando uma situação com outra, apenas mostrando que o caso de doentes terminais podem ser resolvidos da mesma maneira.

Assim, como o Estado pode ficar com o controle desse condenado, baseado na lei, alguém que tenha um doente terminal na família poderia ter o mesmo tipo de controle baseado em dados e avaliações médicas.

Outro fato a ser levantado: o Estado da Flórida é um dos maiores cumpridores da pena de morte dos EUA. Por que será que o Estado ficou em favor da família de Terri, sendo, portanto, contrário à eutanásia? Nesse caso entra a questão política. O governador da Flórida, Jeff Bush, é do mesmo partido de seu irmão, George Bush. Os Republicanos sempre foram bastante conservadores, suas decisões sempre passam sob a ótica do conservadorismo próprio da sociedade americana, que apesar de tudo, ainda leva em conta um imenso fator conservador em suas decisões, mesmo que para o resto do mundo isso seja apenas fachada.

Ou seja, os políticos não poderiam, de maneira alguma, contrariar a posição conservadora do partido, visto que a opinião pública americana não suportaria tamanha “traição” aos moldes republicanos. Outro fato: Presidente Bush, como sabemos, não está com a popularidade boa perante sua população, portanto, jamais tomaria posição contrária a ela. A opinião da população foi extremamente dividida, porém a maioria protestou em favor da vida de Terri.

Por outro lado, os Democratas também tomaram posição em favor da família de Terri, levando-nos a crer que qualquer fato que não fosse a recolocação do tudo em Terri não seria bem aceito pelos partidos políticos americanos.

Logicamente, a questão é complexa demais para expressarmos em tão pouco espaço de tempo. Porém, não se pode questionar os reais motivos da consumação da eutanásia, pois só que vive uma situação dessas pode expressar as suas vontades e, possivelmente, decidir sobre esse caso.

Como dito no começo, não podemos, salvo raríssimas exceções, ter controle sobre a vida humana, mas poderíamos ter meios de melhorá-la, mesmo que para isso tenhamos que praticar algo, evidentemente a contra gosto, com a eutanásia, pois não estaremos acabando com uma vida, e sim com o longo sofrimento de uma pessoa e de uma família. Estaremos, portanto, terminando um imenso sofrimento mútuo.

Escrito por Marcos Thadeu às 11h17
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