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O jogador
Romualdo vinha de uma família pobre. Como todo garoto sonhava em ser jogador de futebol. Treinava e sonhava para isso. Ingressou aos 10 anos na “peneira” de um clube da cidade. Passou, tinha habilidade o garoto. Disse seu técnico, um jogador aposentado que não se dera bem no ramo.
Começara então sua carreira. Bem, pois passar na seleção já era uma vitória e tanto, para os pais de Romualdo. Que viam no esporte uma maneira do filho seguir um bom caminho. Apesar de estar na escola, Romualdo só pensava em uma coisa. O treino que começaria à tarde. Terminava as aulas e ia direto ao campo. Comia um salgado no bar e tomava uma coca-cola. Começava o treino, dedicava-se ao máximo. Tinha espírito de grupo, mas se sobressaía dos demais.
Com o passar dos anos e sua habilidade aumentando, foi convidado a treinar em um clube grande, que lhe daria projeção. Aos 16 anos mudara de cidade, deixando para trás todos os parentes que tanto amava. Mas lá foi ele seguir o seu destino. Destino que imaginara desde cedo. Treinou, treinou. Chegou ao profissional. Sonho realizado. Nem tanto. Para Romualdo era apenas o começo.
Sua vida ia bem. Até que em um ano tudo mudou. Transferiu-se para um clube maior ainda. Na Europa. Ganharia dinheiro, muito dinheiro. Com o primeiro salário, aos 18 anos comprou um carro. Não qualquer carro. Um zero quilômetro, para fazer inveja a qualquer um. E lá vivera por muito tempo. Comprara uma casa para a sua mãe. Tirou ela do lugar onde cresceu. Não queria relembrar o passado sofrido.
Conseguiu tudo que sempre sonhou. Tinha uma bela casa, uns belos carros, belas roupas e belas mulheres. Aliás, era o que mais se via na companhia de Romualdo. Belas mulheres. Tinha todas que quisesse. Era fácil conseguir. Não tinha muito trabalho, ao contrário era bem fácil. Apaixonou-se por uma. Linda. Loura, alta, de nacionalidade estranha, mas era bonita. Ela vinha dos países nórdicos. Norueguesa, para dizer a verdade. Casou-se com ela. Tiveram filhos, mas a relação não era das melhores. Pela facilidade, não abandonara o lado festeiro e as outras mulheres. Mesmo sendo casado. Separou-se dois meses depois do nascimento de seu terceiro filho, o único homem. Mas a vida tinha que continuar.
O seu rendimento dentro de campo já não era o mesmo de outrora. As recentes críticas o levaram a tomar decisões jamais executadas. Queria apenas viver sua vida. Da maneira que fosse. Mas queria vivê-la. Tinha como vivê-la. Ganhava para isso. Porém, não se controlou e gastou grande parte da fortuna com exageros. Mulheres, bebida, corrida, jogos, enfim, apostas das mais diversas. Pronto estava arruinado. Foi à falência.
As inúmeras aparições em reportagens o desmoralizou. Seu clube não aceitava o fato de ele chegar sempre atrasado aos treinos e sempre querer se sobressair perante seus colegas de clube. Foi dispensado. Contrato rescindido. A vida caíra como um castelo de cartas.
Tentou outros clubes. Sem sucesso. Era velho demais. Estava na hora de pensar na aposentadoria. Mas para Romualdo era difícil tomar a decisão. Parar era complicado. Romualdo sabia disso. Não parou. Aceitou uma proposta de um clube. Foi para um país sem nenhuma tradição nesse esporte. Foi pela grana. Tinha um padrão de vida a recuperar.
Poucos meses se passaram. Problemas com a religião local o fizeram sair do país. Expulso. Era fanfarrão demais. Ninguém o segurava.
Quando pensou em parar o mundo girou em 360º. Seus empresários, que diziam seus amigos o sacanearam. Tomaram-lhe o pouco dinheiro que havia ganho nesse país. Não teve outra escolha. Voltou à sua cidade natal. Idolatrado pelos seus conterrâneos decidiu parar de jogar. Encerrou a carreira no mesmo clube que havia começado a jogar. Por mera obra de seu destino, nunca mais conseguiu a mesma projeção. Sempre foi tratado como um bom jogador que, por falta de cabeça, perdeu tudo que conquistou. Virou apenas mais um jogador que passou, quase despercebido, pelo futebol da vida.
Escrito por Marcos Thadeu às 14h09
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Tragédia urbana (mais uma história qualquer)
Carlos andava pela rua despreocupado com a vida. Não tinha com que se preocupar. Nem com o trabalho. Trabalhava em um escritório. Trabalhava unicamente para sobreviver. Não tinha prazer no que fazia, mas precisava fazê-lo. Levava uma vida simples. Daquelas que a rotina impera. Nunca saía dela. Era um ser pragmático, o Carlos.
Tinha hora para tudo. Hora de acordar. Hora de comer. Hora de dormir. Até hora de se divertir. Era tudo exatamente cronometrado. Nada poderia exceder seu planejamento. E não excedia, nunca.
No trabalho era o mesmo pragmatismo. Hora de chegar. Hora certa para o almoço. Hora certa de saber parar de trabalhar. Nem um minuto a mais nem a menos. Entrava e saía sempre no mesmo minuto.
Levava a vida com grande afinco à sua rotina. Porém um dia, sem que percebesse, a quebrou. Foi a primeira vez que saiu da rotina. Faltou ao trabalho. Levantou tarde, às 8, ou seja, 2 horas há mais de sono. Ficou inconformado. Não poderia ter feito isso. Jamais. Mas fez. E pensando bem, sentiu prazer em ter feito.
Quando se deu por conta, nunca mais entrara em uma rotina. Já não tinha mais hora de acordar. Dormir nem se fala. No trabalho, faz, apesar do desgastante serviço, com prazer, com uma vontade que o recompensa no fim do mês. Mas o que mais mudou em sua vida foi a diversão. Diverte-se o dia e a noite toda. Todos os dias. Não está mais preocupado com o a vida.
Em uma noite dessas, Carlos ficou sabendo que seu escritório não o queira mais. Preferiam o “velho Carlos”. Irritado com o que acabara de ouvir, foi lá tirar satisfação com o chefe. Senhor que ficava até altas horas da madrugada. Zelando pelo trabalho de seus funcionários. Outra mudança. Nunca havia ficado tão nervoso. Nunca havia brigado com o chefe. E brigou, feio. Ao sair de sua sala, arrasado, pois ouviu poucas e boas, Carlos saiu apressado. Descontrolado. Andou pelo caótico trânsito da Metrópole que vivia. Sem se importar.
Entre ruas escuras da cidade, Carlos andou, andou, andou. Pensando no que havia feito. No porquê de tanta mudança. Pensou e chegou a conclusão de que sua vida tinha virado uma catástrofe. Daquelas homéricas que eram difíceis de serem recuperadas. Num dado instante de suas andanças pela rua, um caminhão, daqueles de lixo, que recolhiam os dejetos de madrugada, o acerta em cheio. Carlos foi “à lona”. Estava em contagem regressiva. Pensou. Na mãe, no pai. No irmão. Nos parentes. Sentiu uma profunda mágoa. Depois que mudara não falara mais com eles. E morreu apenas como “mais um”, sem que tivesse chance de tentar brigar pela vida. O motorista não teve culpa. Ele atravessou a “vida” sem olhar para os lados.
Escrito por Marcos Thadeu às 10h20
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Quando a revolução cai por terra (ou por goles de cerveja)
Lembram da tal “revolução” idealizada por duas cabeças pensantes que queiram mover uma legião de pessoas para um bem comum (deles, é claro!)? É, pois bem, parece que Ela caiu por terra (ou por goles de cerveja, como expressado no título). Eu explico:
Quando escrevi aqui sobre o ocorrido, em um texto com o título de “As pessoas boas devem amar seus inimigos” um dos mandantes quase entrou em estado de choque. Afirmou em seu comentário (abri espaço, pois foi necessário que eu o fizesse) que não se tratava de algo sólido, duradouro e que havia feito o que fez, simplesmente porque “teve vontade e motivos para tal”.
Claro que a princípio pode parecer que seja verdade, mas não foi bem aceito entre os seus comparsas. A primeira baixa ocorreu, pasmem, no dia seguinte. Nem todos foram a favor da mudança e continuaram com a sua rotina. A Revolução começava de maneira equivocada e instável.
Com o passar do tempo, os “cabeças” foram perdendo sua autonomia e o controle sobre suas táticas de convencimento, que serviam para angariar o maior número de adeptos ao movimento. O ápice da queda foi há semanas, quando um dos revolucionários, visto que não teria a companhia de seu fiel companheiro de batalha, rendeu-se a convite de amigos e regressou ao posto de onde jamais haveria de ter saído. Após um “dedo de prosa” com o ponto da discórdia, acertaram as diferenças e voltaram à rotina de sempre.
Porém, o pior ainda estava por vir. O outro revolucionário tinha a fama de marrento, turrão, orgulhoso e convicto de suas decisões. A batalha foi dura, árdua e desgastante.
Depois de muito tempo e muitas discussões a respeito, Ele (o outro mandante) adentrou o lugar onde disse que “jamais retornaria”. Apesar de ter sido praticamente jogado lá dentro, podemos perceber (quem tem certo contato) que seus olhos voltaram a brilhar com jamais haviam brilhado, depois da revolução, que apesar de tudo, a cerveja lhe parecia mais saborosa e o papo entre amigos mais agradável, mesmo tendo que ouvir Rappa, com um som absurdamente alto, todos os dias.
Claramente adaptado à nova realidade, Sr. Revolução ainda teima em não aceitar que seu plano caiu e que, apesar de sua teimosia em querer mudar, não conseguiu ficar longe daquilo que construiu em dois anos de convivência. Já diz a célebre frase, não podemos fugir do passado, ele sempre nos assombrará no presente. O que me deixa mais orgulhoso é que escrevi aqui que, apesar de conhecer pouco de política e das pessoas que fizeram a revolução, disse que mudanças ocorreriam, era só questão de tempo. Perdemos batalhas, é verdade, mas vencemos a guerra! A Revolução se encerra aqui, neste exato momento.
Escrito por Marcos Thadeu às 11h01
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Ser palmeirense é ter pelo Palmeiras:
Paixão
Amor
Lealdade
Magia
Emoção
Integridade
Respeito
Atitude
Sentimento
Escrito por Marcos Thadeu às 14h42
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Encontrar e (ao mesmo tempo) Não Encontrar
Encontro perguntas
Não encontro respostas
Encontro problemas
Não encontro soluções
Encontro música
Não encontro melodia
Encontro poesia
Não encontro reflexão
Encontro livros
Não encontro sabedoria
Encontro pessoas
Não encontro atitude
Encontro o mundo
Não encontro o “meu” mundo
Queria fugir!
Encontro um lugar
Não encontro opção
E a vida segue a passos lentos, infelizmente!
Escrito por Marcos Thadeu às 14h06
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As pessoas boas devem amar seus inimigos
Amar os inimigos tudo bem, mas amar os idiotas é quase impossível! - Seu Madruga, ou simplesmente Rámon.
Claro que isso é provavelmente impossível em uma roda de amigos que se julgam altamente esclarecidos. Ao invés de enfrentar o que deveria ser enfrentado, simplesmente mudam tudo que aconteceu com uma simples frase “não volto mais aqui”. Claro que isso é opção de cada um, mas realmente vale a pena? Jogar tudo que se passou por um mísero problema. Claro que evoluir (bem, quem lembra da aula da Maria Tereza, pode dizer, evoluir não significa, entretanto, somente para o bem. É o caso!!) é próprio do ser humano, mas continuo insistindo na questão, vale a pena?
Não vou entrar no mérito de quem deveria estar certo ou errado, pois não tenho a capacidade, ou a divindade, de questionar ou dar algum veredicto sobre o determinado caso, o que eu posso explicar é que tanto um quanto outro não dão, e não darão, o braço a torcer. Por isso continua tudo como está desde semana passada, dita da tal “Revolução”.
Provavelmente, o que está escrito aqui pouco terá efeito nas cabeças de quem “jogou tudo para o alto”. Porém, o que me consola é que, apesar de todas as mudanças, ainda se sentem como cachorro em dia de mudança, completamente perdidos.
Estamos no movimento, o MSB, Movimento dos Sem Bar. Parece, pelo pouco que entendo de política e relacionamento com “os cabeças” da trupe, que esse movimento ainda terá inúmeras mudanças ao longo do ano, que deveria ser letivo, mas acho que não será. A frase de um dos manda-chuva da tal “revolução” expressa tudo que está, e estamos, sentindo: “nossa, aqui é muito claro, o som é baixo e dá até para conversar”. Até outra hora.
Escrito por Marcos Thadeu às 09h13
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Persista, nada vence o talento
Mas qual talento? O talento de escrever como escritores de outrora, como Machado de Assis, Camões, e tantos outros que entraram para a história da literatura nacional e internacional, pois continham em seus memoráveis textos inúmeros argumentos da língua portuguesa, que os diferenciavam dos ditos “seres normais” das épocas em que viveram? Ou o talento de se adequar ao que for imposto, vide manuais de redação, que impede que o jornalista exerça toda sua capacidade de invenção e sua eloqüência verbal e escrita?
Essa questão foi levantada por mim, ao carismático jornalista Juca Kfouri (é Teddy, apesar de tudo continuo falando com ele, sim!) através do site do Comunique-se. O titulo do texto foi a resposta que ele deu à minha pergunta. Mas será que é verdade? A pergunta foi a seguinte: “Juca, boa tarde. Em um mercado tão restrito como o nosso, falo da grande imprensa, é possível conseguir ingressar nela tendo apenas talento?”.
Bem, sabemos que a grande imprensa, a dita imprensa conhecida, rádio, TV, jornal, revista, e agora, Internet, tem sérias restrições para o ingresso de novos profissionais. Como concursos, treinamentos sólidos e desgastantes, enfim tudo que for possível para moldar o “FOCA”, para que este se ajuste aos padrões do veículo.
Pergunto, se ele foi moldado, aonde foi parar o talento que ele possuía? É caríssimos colegas de profissão, a perspectiva de um futuro assusta-nos desde o primeiro dia de faculdade, bem desde que decidimos entrar para esse ramo tão glorioso e complicado, mas como disse Juca, “persista, nada vence o talento”. Espero que sim! Até qualquer hora.
Escrito por Marcos Thadeu às 11h45
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Uma conversa entre Ricardo Kotscho, Teddy e Eu
Recentemente, para falar a verdade ontem, quarta-feira, dia 02, estivemos em uma sala de bate-papo, no site www.comunique-se.com.br, na seção "Papo na Redação", com o prestigiado jornalista Ricardo Kotscho, ex-assessor da Presidência, ou seja, de Lula. Como sabemos, ele é extremamente competente, tanto nos seus comentários quanto na avaliação que faz do governo petista. (o que deixou o colega Teddy bastante enciumado, para falar o mínimo).
Para expressar o resultado dessa conversa, voltarei aos longínquos tempos de colégio, onde tínhamos as terríveis equações matemáticas. Vejam as variáveis das equações:
Ricardo Kotscho
Marcos
Teddy
Tivemos três vertentes de conversa. Kotshco e Eu; Kotscho e Teddy e Teddy e Eu. Vamos aos resultados.
* X é a variável que representa o resultado da conversa.
1 – Equação
X + Teddy = Marcos (passando Teddy para o outro lado, temos)
X = Marcos – Teddy
X = 0 (zero, sim zero, pois nunca vamos concordar em nada, em termos de política)
2 – Equação
X + Teddy = Ricardo Kotscho (passando Teddy para o outro lado, temos)
X = Ricardo Kotscho – Teddy
X = Goleada de Kotscho (claro, você acha que eu concordo com o Teddy?)
3 – Equação
X – Marcos = Ricardo Kotscho (passando Marcos para o outro lado, temos)
X = Ricardo Kotscho + Marcos
X = Teddy Puto da Vida (pois só falamos do PT)
Escrito por Marcos Thadeu às 11h57
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O incrível caso do avião e seu vôo mal-sucedido
Era um avião simples. Nem muito grande nem muito pequeno, daqueles que podia passar desapercebido frente a qualquer Boeing que estivera à frente.
Certa vez foi convocado a fazer um vôo que não estava nos planos, um vôo à noite, pior, de madrugada. Não que tivesse alguma restrição, longe disso, mas era que, efetivamente, não estava preparado para tanto. Realmente, não estava nos planos.
Como estava tudo combinado, número de passageiros e local a ser ido, tratou de se ajeitar para a empreitada que estaria por vir. Tratou, prioritariamente, de encher o tanque, pois só tinha combustível para retornar ao aeroporto de todas as noites. Porém, sem muita explicação não utilizou o combustível que tinha de costume, e sim um produto aditivado, para dar mais força ao motor. Pagaram-lhe o tal combustível. Foi enchendo o tanque. Sem a menor dúvida. Depois de um certo tempo, sentiu que o tanque estaria completamente cheio. Mas mesmo assim continuou a se abastecer.
Quando foi realizar o vôo, aquele vôo, eis a surpresa! As peças do avião não estavam bem ajustadas e o motor não estava com a revisão em dia. Pronto! Quando foi ligado, o Motor Morreu, simplesmente Apagou sem sequer levantar do chão. Foi levado à oficina. Carregado a seis mãos, de três mecânicos, que tinham um bom apreço pela máquina. Depois de uma rápida revisão, descobriu-se que seu problema fora o tal combustível aditivado. Ele não suportou o forte combustível de qualidade duvidosa.
Desde então, após o susto (poderia ser aposentado de voar, o que mais gostava na vida) o avião só utiliza combustíveis de boa procedência, geralmente de cor dourada e espuma branca, que dão ao motor toda a força necessária para suprir as necessidades do dia-a-dia.
Escrito por Marcos Thadeu às 01h05
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