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ilustre (des)conhecido


Eu odeio os jargões de carnaval. Ah! Como eu os odeio...

 

Todo ano é sempre assim, carnaval é sinônimo de reconhecimento para antigos desaparecidos e também de incontáveis repetições que aparecem anualmente em todos os carnavais do país. Por que temos que nos prestar a isso? Onde está o repertório dos apresentadores, comentaristas e repórteres da TV brasileira? Não sei, talvez esquecido em algum lugar das profundezas do inferno...Duvida? Pois bem, vamos aos fatos:

 

P.S. (vou retirar o fato de apresentadores, comentaristas e repórteres, serem os mesmos, pois, quem agüenta Galvão Bueno em todas as transmissões, não pode se queixar de nada!).

 

Carnaval de SP

 

Todo ano é a mesma história, “...a Nenê de Vila Matilde fez um desfile belíssimo...” palavras dos comentaristas da Globo. Certo, cada um acha o que quiser, mas chega na hora da apuração, vem a mesma decepção do ano anterior, nunca a vi, desde que eu acompanho, a Nenê levar um campeonato. Outra: Leci Brandão – que merece toda a minha admiração – sempre reclamando do regulamento e do tempo de desfile “...65 minutos é pouco tempo...” diz sempre Leci. Maurício Kubrusly, outro, que adora se intrometer nas regras, “o Carnaval de SP está crescendo a olhos vistos, é melhor eles (diretoria) reverem o regulamento e aumentar o tempo de desfile e diminuir o número de escolas por noite...” do jeito que fala, daqui alguns anos o Carnaval de SP terá que ter uma semana de desfiles.

Não podemos esquecer também, do quebra-pau que sempre acontece no dia da apuração. Senhores e jovens se digladiando por míseros centésimos de nota que tiraram em alegoria, por exemplo. Fico pensando: se agremiações tradicionais já propiciam um espetáculo lastimável nas arquibancadas, como será ano que vem, que estarão frente-a-frente as duas maiores torcidas organizadas do Estado? (você não acha que a dos Bambi seja maior que a do Verdão, acha?). Bem, vamos aguardar.    

 

Carnaval do RJ

 

Essa transmissão é ainda pior. Todos os anos as repetições começam antes do desfile. Pois bem, por que a Beija-Flor participa do Big Brother? É inegável que depois de sua aparição no programa os títulos voltaram a Nilópolis. Claro, a Globo também manda no Carnaval. No desfile há inumeráveis fatos repetidos de outros carnavais. Ivo Meirelles, que estaria em seu posto para comentar o desfile, parece mais jurado que não quer trabalhar (dá nota dez para todas as escolas e depois vai ao camarote da Brahma, porque Nova Skin, ninguém merece – desculpe pelo jargão mas foi extremamente necessário). Para ele, todas as escolas foram perfeitas, sem nenhum erro, principalmente a bateria, onde se diz altamente especializado. Bem, alguém conhece a banda que o Sr. Ivo faz parte? Está explicado. Mais uma, essa em toda a imprensa, seja TV, rádio, jornal, revista ou Internet. “(...) a Imperatriz Leopoldinense fez um desfile tecnicamente perfeito, mas não emocionou o público (...)” ora, se isso for a opção dela, quem é que tem a ver com isso? E a “comentarista” da Globo, que agora me foge o nome, com colocações sempre pertinentes, ou não. Quando perguntam sobre a escola, ela sempre responde, a todas “...bem, a escola vem com tantos ritmistas, tantas alas, tantos carros alegóricos, enfim somente dados estatísticos, no começo de cada desfile, depois ela se cala até a próxima escola...”. Deplorável.

Fora, a mais infeliz e repetida de todas as piadinhas do Carnaval carioca: isso não é somente privilégio da imprensa, mas de todas as pessoas que resolvem sacanear a outra: “e aí, você viu a Mangueira entrar, ontem à noite...”.

E fim de papo.

Escrito por Marcos Thadeu às 12h27
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TV a cabo

 

Certa vez, estava tentando assistir a um programa no canal português RTPi, quando me veio um estalo. Por que estou vendo isso? Bom, na verdade deve ser porque não havia nada que me levasse a outro canal, mas não era só isso. Eu andei reparando, e acho que você também deve reparar, como existem canais absolutamente desnecessários na TV por assinatura. Por exemplo, vocês lembram do canal árabe que havia na NET e TVA? Bem, se a resposta for não, minha teoria é válida. Se for sim, me diga quando a assistiu e se entendeu alguma coisa.

Verdade que esses canais servem para aumentar o pacote, e, conseqüentemente, o preço. Mas onde está o porquê? Ninguém sabe, provavelmente nem saberá. Por que somos obrigados a pagar por isso, se não usufruímos tudo que nos é oferecido? Bom, é certo que para assinar os melhores canais, os que realmente valem a pena, você necessita, obrigatoriamente, levar os tais canais. Claro que isso é uma forma de pressionar o possível assinante a optar pelo plano com os melhores canais, que não é de se estranhar, é o mais caro. Pensando bem, não que canais árabes sejam ruins, mas qual o interesse que temos em assisti-los? Nenhum. Todavia eu zapeava por esses canais e sempre via um jogo de futebol do país. Que lástima! Parecia que estava vendo a Segunda Divisão do Campeonato Carioca. Só falta agora as operadoras de TV por assinatura oferecerem canais de música da Guatemala (alguém gosta de Salsa? Eu não).     



Escrito por Marcos Thadeu às 15h37
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Descrença

 

Como posso crer em algo que não vejo?

Como posso crer em algo que não sinto?

Como posso crer em algo que não toco?

Como posso crer em algo que não ouço?

Como posso crer nas pessoas, se não as conheço?

Como posso crer nos políticos se não sou um deles?

Como posso crer na imprensa, se não faço parte dela?

Como posso crer na polícia, se não preciso dela?

Como posso crer nas prisões, se nunca estive preso?

Como posso crer na tecnologia avançada, se não a uso por completo?

Como posso crer na medicina alternativa, se a tradicional resolve meus problemas?

Como posso crer que o espaço existe, se eu nunca estive lá?

Como posso crer em tudo que dizem, se o que eles dizem não me interessa?

Como posso crer que as pessoas ricas são mais felizes, se eu nunca fui rico?

Enfim,

Como posso crer no mundo, se o que eu vejo não é o mundo real?



Escrito por Marcos Thadeu às 15h11
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Sensação de perseguição (texto experimental)

 

Andava sozinho. Também pudera, morava sozinho, trabalhava sozinho. Enfim, vivia sozinho. Mas sempre era a mesma sensação. Alguém está me seguindo! Por que será? Pensava, pensava e não chegava a nenhuma conclusão. Continuava levando a vida mesmo assim. No mesmo jeito pacato de sempre.

Certo dia tivera a mesma sensação na rua. Olhava para trás e não reconhecia nada nem ninguém que pudesse estar seguindo-o. Mas não tirava da cabeça a idéia de perseguição. Novamente teve a sensação no trabalho, e, como na rua, não encontrara pistas que o levassem à resposta.

Começou então a questionar suas capacidades mentais.

 

- Será que estou ficando louco?

 

- Será que isso que está acontecendo comigo é normal?

 

Tentou, mas não conseguiu achar a tão sonhada resposta. Foi para um bar, qualquer bar. Apenas por diversão, a convite de um amigo. Seu único amigo. Como sempre, teve a mesma impressão, mas a deixou de lado, por um pequeno instante. Mas a forte sensação ainda o incomodava. Pensara em todos os anos de solidão, talvez fossem isso. Não tinha a certeza completa. Poderia ser o fato de sair de casa aos 16 anos. Outra hipótese. Ou quem sabe, a briga que tivera com o pai, pessoa com quem não falava desde os 18 anos de idade. Mais uma hipótese formulada. Depois de um tempo tinha em mente uma série de afirmações que o poderiam ajudar a sanar suas inquietações. Mas preferiu deixá-las de lado, quando o garçom chegou perto da mesa e disse:

 

- Mais alguma coisa, senhor?

 

- Sim, mais duas cervejas e uma porção de calabresa.



Escrito por Marcos Thadeu às 13h06
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Billardo e seu “squeeze verde”

 

O futebol é mesmo uma caixinha de surpresas. Quando parece que tudo caminha na mais perfeita normalidade, algo tem sempre que estragar o bom momento vivido por nosso esporte bretão.

A última "bomba" que estourou foi o fatídico jogo da copa de 90, em que nossos hermanos nos derrotaram por 1 a 0 em um magistral lance de gênio de Dom Diego Armando Maradona. Bem, para discutirmos esse jogo, temos que nos remeter a escalação do Brasil, que era comandada pelo “competentíssimo” técnico Sebastião Lazzarone, que resolveu – sem mais nem menos – implementar, o que para ele era revolucionário, um esquema com 3 zagueiros.

Pois bem, para quem não se lembra da escalação, aí vai o lembrete: Taffarel, Ricardo Rocha, Moser e Ricardo Gomes (capitão); Jorginho, Dunga, Alemão, Valdo e Branco; Muller e Careca.

Analisando friamente, podemos chegar à conclusão de que a seleção continha jogadores de excelente nível – a exceção do Moser, é claro! Mas o que não fez essa seleção evoluir foi o ridículo esquema adotado por Lazzarone. O time jogava com três zagueiros e dois cabeças-de-área – ou carregadores de piano, como preferirem – o que se tratando de seleção brasileira é, a meu ver, inadmissível.

Claro que ninguém conseguiu demovê-lo da idéia do tal esquema mirabolante. Começou a copa com resultados inexpressivos, passando à próxima fase sem a confiança necessária para enfrentar a Argentina, atual Campeã Mundial (1986, copa do México).

Quem se lembra do jogo, como eu me lembro, pôde perceber que, apesar de tudo e de todos, o Brasil fez uma excelente apresentação, tendo a seu favor inúmeras chances de gol desperdiçadas pelos nossos atacantes. Foi então que, em um raro momento – necessário a qualquer gênio – Maradona recebe a bola entre a zaga “abobada” do Brasil e serve Caniggia livre, que sozinho só tem o trabalho de driblar Taffarel e empurrar às redes. Brasil fora da Copa!! Lazzarone execrado pela imprensa e pelo meio do futebol. Nunca que o país havia saído tão cedo de uma Copa do Mundo – pelo menos nos novos moldes, já que fomos eliminados na primeira rodada; em nossa primeira participação em 1930. Ao final, chegamos apenas às oitavas-de-final.

Mas as novas revelações do técnico argentino – que não eximem a culpa de Sebastião Lazzarone – retomam aquele imemorável jogo na Itália.

De acordo com Billardo, ele orientou – secretamente – o massagista a colocar em uma garrafa, água com tranqüilizantes, e dá-la aos jogadores brasileiros. O atleta que mais teve contato com o "tal líquido" foi o lateral esquerdo Branco, que à época chegou a comentar que algo havia de errado, mas suas vozes não foram ouvidas.

Depois dessa “bomba”, foram ouvir os principais personagens do ocorrido, Maradona, o próprio Billardo e o massagista. As opiniões se divergem:

Billardo disse que poderia ou não ter ocorrido isso, ele não sabe – ou faz que não sabe – ao certo. O massagista nega veementemente que algo desse tipo teria acontecido. Porém, o que mais deixa claro são as declarações de Maradona.

Segundo o ex-jogador, ele próprio ficava, durante o jogo, incitando os brasileiros a beber na tal garrafa. Outro fato bastante controverso foi uma nova declaração de Maradona afirmando que a “tática da água” já teria sido usada antes e depois do jogo contra o Brasil. O que precisamos analisar é: em quais circunstâncias Maradona deu a declaração. Se “sóbrio” ou não; isso ninguém saberá, ou pelo menos achará que não saberá. Façam suas apostas.

Logicamente que os fatos que foram mostrados não mudaram em nada a história daquela Copa, porém o que fica evidente é que os argentinos, mesmo superiores e com o melhor jogador do mundo na atualidade, sentem-se receosos a enfrentar nossa seleção, o que de fato é muito bom, visto que somos, e seremos, superiores a eles. Graças a Dios!!

O que será que nos espera, daqui há alguns anos, sobre a final da Copa de 98, quem estiver vivo e tiver um blog que comente!!!

Ate a próxima...



Escrito por Marcos Thadeu às 15h56
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