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Ó cérebro meu, por que fazes isso comigo?
Travo uma luta, há tempos, quase que diária com o meu cérebro, que deveria zelar pela minha sanidade, mas que, ultimamente, tem passado bem longe da razão, da racionalidade, da sensatez e, porque não dizer, da inteligência. É um dos casos clássicos, típicos dos romances e dos melodramas antigos ou contemporâneos, daqueles que não saem de moda. E que mesmo que a gente leia e releia e releia e releia, faz com que de uma hora para outra a vida vai imite a arte, mesmo que a arte seja drama e a vida se desencanta. O mundo gira ao contrário. As marés avançam além mar e os ventos, esses sim, se tornam furacões incontroláveis. Por que fazes isso comigo? Por que você faz isso com você mesmo? São perguntas sem respostas diretas, claras e objetivas. Por mais que tente buscar algum argumento devidamente plausível, juro que nesse momento não consigo. É uma sensação horrível pensar em toda a situação que foi criada unicamente por seu descuido, unicamente por sua falta de tato, por sua falta de segurança. Estou disposto a trabalhar contra os meus descuidos, em nome das pessoas que amo, mas, sinceramente, sei que parece fácil, mas definitivamente não é. Não é fácil porque feridas foram abertas e corações acostumados a dividir alegrias, tristezas, inseguranças e angústias – em tom de perfeita harmonia – foram partidos. E por culpa única e exclusiva minha. Nunca fui uma pessoa de arriscar amizades em nome ou vontade de desejos pessoais. Pra mim amigos são intransferíveis e, se verdadeiros, de amizade duradoura e recíproca, acima de tudo. Talvez seja essa a grande batalha, grande desafio: por que fazer isso justamente agora? E justamente com pessoas maravilhosas que querem tanto o meu bem? Não é fácil controlar o impulso, ainda mais se tratando de amizades entre homens e mulheres, mas, de fato, há de existir uma exceção à regra, por menor que seja, por mais percalços que se encontre no caminho. Infelizmente, por minhas atitudes, outra vez de maneira equívoca, tais exceções não dependem apenas de mim. E, tenho a plena certeza, de que tudo o que ocorrer daqui por diante foi consequência de um ato impensado. Confesso que não vivo um momento bom, não estou com muita luz, e é por isso que o que aconteceu me deixa ainda mais triste: enquanto deveria fortalecer meus laços de amizade, quase ponho tudo a perder. Queria muito poder voltar no tempo. No tempo em que ríamos juntos de nossos problemas e nossas vitórias, em que sentávamos à mesa do bar num final de tarde e comecinho de noite sem saber o que faríamos no resto do dia. Voltar no tempo em que decidíamos fazer tudo no mesmo dia, freqüentar quantos bares fosse possível. No tempo em que você e eu podíamos dividir nossos segredos. No tempo em que eu não pensava em perder sua confiança.
A lágrima que escorre no meu rosto talvez seja o meu mais sincero pedido de desculpas.
Escrito por Marcos Thadeu às 01h09
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Nunca é adeus, somente um até breve!
Não me lembro de todas as minhas despedidas. Talvez por terem sido poucas, a dor e o sentimento de coração apertado não ficaram gravados na memória. Mas hoje a voz fica embargada e o nó na garganta ainda permanece. E talvez permaneça por um longo tempo. A notícia, como num solavanco, me paralisou. Não sabia o que pensar, o que falar ou o que sentir. Era tudo ao mesmo tempo, um misto de tristeza e solidão. Foi tudo de repente, mais do que de repente, um furacão daqueles que passam devastando tudo o que encontra pela frente. Difícil ainda pensar que você não vai estar mais por perto, mesmo que morássemos longe. Fazíamos do centro nosso ponto de encontro, das baladas nossa diversão, dos shows momentos inesquecíveis. Fazíamos de nossas intermináveis e rotineiras conversas uma troca de conselhos e uma ajuda infinita e recíproca. Tenho a plena certeza de que a partir da semana que vem, a Rua Augusta fica menos alegre, a cerveja um pouco mais aguada, a conversa menos interessante, a balada um tanto sem sentido, enfim, a vida ficará mais monótona. Não vou dar adeus, pois não é o caso. Por isso, vos digo “até breve”. Neste momento, só consigo pensar no que dizia Vinícius de Moraes, em seu genial Soneto de Separação: “Fez-se do amigo próximo, distante Fez-se da vida uma aventura errante De repente, não mais que de repente” Você vai fazer muita falta!
Escrito por Marcos Thadeu às 22h51
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Eu queria voltar no tempo...
...quando era permitido comer um quilo de sorvete sem se preocupar com a saúde, quando o abraço de pai realmente fazia a diferença, quando o Mertiolate ardia pacas, quando as mãos das minhas avós acalmavam minhas noites de sono, quando fazer um gol na final do campeonato da quinta série fazia de você o rei da escola, quando a família se reunia para os almoços de domingo, quando as fornadas de coxinha eram esperadas com salivas na boca... ...quando as responsabilidades não eram tantas, quando eu esperava meia noite para poder acessar a internet, quando o mundo não pregava peças, quando você esperava as férias para ver na TV os filmes dos Trapalhões, quando os amores eram mais correspondidos, quando torcer pelo Palmeiras era ser campeão quase todo ano, quando a vida não era mais do que diversão... ...quando as obrigações não eram feitas na base da imposição, quando o trabalho realmente valia a pena, quando a balada era realmente boa, quando a conversa de bar era recheada de risadas, quando o brilho dos seus olhos iluminava a noite escura, quando o garçom do bar contava causos e mais causos, quando o dono do bar deixava a conta pro dia seguinte... ...quando a cidade de São Paulo era bem mais tranqüila, quando o céu da Pauliceia era mais azul, quando o verão não era tão quente, quando o inverno ainda era a melhor das estações, quando a praia era mais deserta , quando ir para o interior era sinônimo de tranqüilidade, cerveja e churrasco, quando o cérebro realmente não tinha nenhuma intenção de fazer você confundir todas as coisas, quando os amigos eram mais amigos... Mas eu queria mesmo é voltar no tempo... ...quando esse blog só tinha textos engraçadinhos.
Escrito por Marcos Thadeu às 22h19
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A grama do vizinho é sempre mais verde ou a felicidade alheia é que dói?
Se você parar de pensar no que não aconteceu, pode ter certeza de que sua vida vai melhorar daqui por diante. Mas, honestamente, não é tão fácil quanto parece, não mesmo. Alguma coisa para ocupar a cabeça se faz tão necessário nesse momento quanto o alimento de todos os dias. Acho que, de fato, até mais. Alimentar a alma – não a esperança – é profundamente importante para não voltar a cair nas mesmas armadilhas que você armou para si mesmo. Você, que pensou tudo errado, agiu de forma mais errada ainda e agora (ou antes) sofre as consequências de sua estratégia totalmente equivocada e, para muitos, nada convencional. Sua armadilha, mais uma vez, se configurou exatamente pelo fato de você, como quase sempre, pensar primeiro na outra pessoa e não em você mesmo. E seguir à risca, prioritariamente, no que a pessoa tinha como filosofia da própria vida ou de um determinado momento. E, nesse sentido, cada vez mais nesse sentido, a minha armadilha foi sendo moldada de tal forma que me via totalmente preso no emaranhado de sentimentos e sensações que queria vivenciar. Nas idas e vindas, nas conversas rotineiras ou nos encontros esporádicos, tudo parecia que convergia favoravelmente para as pessoas que viam nossa história do lado de fora. Mas, sinceramente, sempre achei que nossa história seria essa mesma. Hoje, tenho a plena certeza de que ainda não estou recuperado do baque. Pior que isso é acompanhar, ao longe ou bem perto, a mudança na sua vida. Você, que dizia uma coisa, que faz outra – exatamente como conversávamos – e que eu sabia que em determinado momento seu pensamento poderia mudar. Agora, sou em quem preciso mudar de pensamento, mudar de atitude, agir mais com meus próprios pensamentos, lutar contra minhas armadilhas. Se há um lado bom nisso tudo, se existe ainda uma positividade nessa história, é o fato de que eu realmente preciso mudar. Do jeito que está, definitivamente, não pode ficar. Tudo parece ainda meu confuso, meio estrábico demais para pensar no contrário, mas a verdade é que cada vez mais tenho a certeza de que seu pensamento sobre mim não vai mudar. Ainda continuaremos bons amigos. Um pouco menos próximos, talvez, mais ainda sim amigos.
Escrito por Marcos Thadeu às 23h00
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“Você tá perdidinho”
Mais uma vez você está certo, coberto de razão. Você que presenciou um coração amargurado, ferido, mas que hoje, depois do furacão, se entende quaase que perfeitamente melhor e, posso dizer, se sente cada vez mais forte. Não totalmente recuperado, pois isso vai levar tempo, mas cada vez mais ciente do que realmente tem que fazer daqui por diante. Não sei se meu caminho vai ser traçado da maneira mais correta, mas certo é que vou tentar segui-lo da forma mais ideal possível. Em meio às lágrimas que se misturavam ao uísque, a conversa reconfortou, a vida seguiu, a princípio, um curso natural, apesar de sofrido. Talvez fosse pura inquietação, ou embriaguez proveniente das repetidas doses, mas fato é que acredito ter sido bom que isso tenha acontecido. Ao mesmo tempo em que destrói, fortalece. É uma montanha russa permanente, sempre ligada, mas é assim que a vida acontece e faz com que ela valha realmente a pena. Você, que estava lá para ouvir lamentos, lamúrias e demais fatos de uma história que não sei se quero levar adiante. São tantas as dúvidas que nem sei mais o que pensar. Quero e não quero. Tenho a certeza única de que não sei o que fazer. Achei, por um brevíssimo momento, que saberia lidar com toda essa situação, que saberia separar tudo, abstrair, mas fato é que cada vez mais me afundo. E você aplaudiu a minha decisão de me afundar, de me machucar, como sinal de crescimento. Acho que, de tudo, é isso que vou tirar como lição. A vida é mais do que se esmerar na dúvida do “se”, mas acho extremamente válido o que acontece, o que se imagina, o que se vive nesse momento, mesmo que não se viva muito daquilo que se queira. Ainda tenho a convicção de que não estou no game over como imaginava, mas fato é que sua explicação é a mais correta neste dado instante. Sim, sim, estou bastante perdido. Numa estrada escura, sem GPS, sem guia, sem ninguém para pedir informações. Talvez seja assim que quero. Encontrar uma saída por mim mesmo. Sei que tudo acontece por um propósito único e intransferível, sem essa de acreditar em destino, por favor. Mas fato é que tudo tem acontecido de maneira tão veloz que às vezes me assusta. Não sei mais o que vai acontecer daqui por diante, quais serão os próximos capítulos dessa trama, desse drama. O que sei, de verdade, é que no final, bem no final mesmo, -- se houver final, para começo de conversa --, vou saber encontrar a melhor solução. E você vai estar lá para saber qual vai ser.
Escrito por Marcos Thadeu às 10h56
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Quando nos tornamos amigos...
O papo, desde os primeiros momentos via internet, revelou uma proximidade encantadora, a ponto de aumentar cada vez mais e mais e transcender as telas dos nossos computadores. Vivíamos a vida real, dividíamos a mesma mesa do bar, compartilhávamos de quase todas as mesmas histórias. Você me fez ouvir músicas esquecidas na minha memória e me fez frequentar lugares que nunca mais imaginaria colocar meus pés de novo. Nossas vidas se cruzavam com uma frequência especial. Sinto, hoje, uma segurança em conversar com você que só tinha com amigos de longa data. Mesmo que certos assuntos sejam delicados ou muito pessoais. O mundo que criamos, de ajuda mútua, é muito maior do que nossos problemas. Não há nada sobre o que esconder. Quer dizer, sempre há. E não é desconfiança, foi a maneira pelo qual nos tornamos amigos. Grandes amigos. Melhores amigos. É possível que tudo o que passamos juntos fique na minha memória para o resto da vida. Das alegrias às frustrações internas, dos devaneios incompreendidos e demais porquês não respondidos. Você, que hoje faz parte do meu mundo, que vive emoções comigo que antes vivia apenas com meus melhores amigos, sabe que tudo foi fruto de uma infinidade de semelhanças, mas também de inúmeras diferenças. Mesmo o coração, que antes estava apertado, hoje demonstra sensatez suficiente para compreender qual é a minha posição na geografia da sua vida. E, sendo assim, nessa confluência de interpretações, de ajudas, ainda sim, não posso deixar de agradecer o fato de você ter aparecido na minha vida. Você, com todas as suas inseguranças e toda a sua determinação ao mesmo tempo. Que mais parece um paradoxo, mas que na verdade é uma característica peculiar e admirável da sua personalidade. O mundo conspira a favor? Não sei, acho que sim. Ele tem girado de maneira lenta, às vezes rápida demais. Mas no fundo, a gente sabe que é assim que acontece. Tudo depende de interpretação, de ponto de vista, de saber o que cada um quer para si e o que queremos para nós dois. Mas hoje sei o quanto a sua presença me faz mais feliz no dia a dia. Por isso, espero que você enfrente seus medos, suas inseguranças e que seja feliz da maneira que quiser ser.
Escrito por Marcos Thadeu às 17h41
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Deveria ter dito adeus?
Você acorda esperando ela ligar ou mandar aquele SMS de bom dia, como todos os dias, mas o telefone desgraçadamente está com a bateria descarregada. Você vai de casa ao trabalho com o dito celular sem carga. Chega ao escritório, coloca o carregador na tomada, pluga o aparelho e liga o telefone. Nada. Nem sinal dela. E aí você percebe que as coisas já não são mais iguais como há questão de meses. Semanas, talvez. Sem essa de pensar que o sinal está congestionado numa quarta-feira onde nada de mais importante acontece, que o aparelho está com defeito – porra, tenho ele há mais de um ano! – ou que a sua operadora de celular resolveu ficar de picuinha com a operadora concorrente, que não por acaso é a dela. Não é nada disso. É mais do que isso. É bem mais do que se ater apenas a impasses tecnológicos comuns na modernidade dos dias atuais. Palavras não escritas ou não faladas, e você, por descuido ou por desprazer, já perde o chão, o dia fica mais cinzento, a cerveja mais aguada, a conversa de bar mais chata e o trajeto de volta para casa depois do happy hour mais longo. Bem mais longo. E não era você que dizia que não ia se apaixonar? Não, não era você. Logo você, que vivia pelos cantos da noite, sem compromisso, buscando quem quer que fosse e onde fosse. É você, sim, catzo! Que queria liberdade de ser dono de si, sair e vagar sem rumo, voltar e não dar satisfação a ninguém, muito menos a quem não dá satisfação pra você. Mas não. Você não iria jamais mudar de princípio, mudar de filosofia, mudar de atitude, não é? Não, não é. Você mudou, passou a encarar o mundo pelo caleidoscópio da dúvida, pela incerteza da visão míope que a distância apenas enxerga borrões de tinta. Aliás, você usa óculos também, acertei? Certo de que você não tem mais mundo, é claro que chega o momento – a encruzilhada – de decidir o que fazer com toda essa situação. Nesse jogo, talvez o mais sábio dos enxadristas tem receio de mover qualquer peça, um peão que fosse. Mas é a sua vez de jogar, o tempo urge e a areia da ampulheta escorre como as lágrimas de seu rosto em uma tarde fria, onde você se vê sozinho tomando conhaque e fumando um charuto cubano à beira da sacada do apartamento. E quando você resolve tomar a tal da decisão e descobrir qual é a melhor peça a eliminar do seu jogo, a coisa entorta. Pois o jogo vira. Tudo, inexplicavelmente, volta a ser como era antes. Ou quase como antes. É bem verdade que nem você queria que isso acontecesse, temendo perder as mesmas peças de antes, mas não foi difícil prever a sua reação. Não mesmo. Agora cabe a você domar os diabinhos que rondam a sua cabeça, aqueles que sempre ficam questionando: deveria ou não ter dito adeus? A conseqüência é sua. É somente sua! PS: os dois primeiros parágrafos são ficcionais. O resto, vocês decidem!
Escrito por Marcos Thadeu às 00h59
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Não posso perder mais meu tempo. Bye, bye. Adeus*
Desta vez, o maior porre do mundo não será suficiente para o que tenho que fazer daqui por diante. Nem 15 garrafas de vodca ou da mais saborosa cachaça farão com que eu perca a memória. Nem mesmo focar no trabalho vai adiantar na árdua ideia de fugir da minha (ir)realidade distante. Não que eu queira acreditar do contrário, mas simplesmente não tenho mais forças acumuladas no meu corpo para lutar. Não neste momento. Não nestas condições. Faz é tempo que venho dormindo noites mal dormidas. Vivendo num mundo à parte, onde tudo dá certo, onde tudo beira a perfeição. Mas uma hora esse mundo, que nem é tão grande assim, vos digo, vem desabar como um castelo de cartas em meio a um furacão de nove pontos na escala ricther. Um mundo que de tão frágil e indefeso, é bem verdade, pouco fazia frente a qualquer brisa do mar. Do nosso mar. Sendo assim, nunca tive dúvidas de que isso fosse acontecer, sinceramente, mas fato é que aconteceu. E, portanto neste momento, a reconstrução do meu mundo, de um mundo novo, é por hora a minha estratégia de ordem. Diriam uns, sabiamente, que é assim que a banda toca. Só que ela toca desafinada, inaudível, mas perfeitamente compreensível. E de tanto compreender, de tanto entender os pormenores de tudo o que sempre falamos, não tenho motivo algum do que reclamar, mas, sim, a lamentar. A lamentar muito mais por ter que seguir minha vida, levantar da cama, abrir a janela e, se possível, gritar bem alto ao mundo que eu estou vivo, mesmo. Mas que maneira de viver é essa? Não queria acreditar. Pensei até, na mais infantil das atitudes, jogar tudo para o alto, falar o que tinha que falar, mas, honestamente falando, muito a contra gosto, não tive sequer forças para iss. E nem precisei me dar ao trabalho, pois já, antecipadamente, sabia de todo o resultado desta equação que se torna cada vez mais lógica, tal qual a verdade absoluta da matemática. Tudo está tão claro, límpido como a água doce de um rio. Nada vai mudar (?) ou voltar a ser como era antes. Não mesmo. E, depois de tudo, depois que a tempestade passar, nem sei se voltar a ser como era antes seria melhor para mim. Porque era bem provável, bem provável mesmo, que faria tudo igual. E erraria de novo e de novo e de novo. *título retirado da música Superficial como um Espinho, do Ira!
Escrito por Marcos Thadeu às 16h13
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Where is my mind?
Sejamos mais realistas do que imaginativos, uma vez que o mundo não está aí para seus devaneios durante o sono ou quando você vai trabalhar. O mundo, meu filho, não está preocupado se você fica se lamentando pelos cantos, se você fica de lenga-lenga com sua consciência. Pense antes de agir, diria o mundo se ele pudesse. Imaginar é a parte fácil, agir é onde a história aperta, mas que faz a vida ter sentido. Sejamos mais realistas do que imaginativos, uma vez que não é somente a sorte que determina o sucesso. Mas sim sua determinação em querer, lutar e conseguir. Vencer, perder, tudo faz parte da cíclica roda gigante da vida, que não pode teimar em ficar parada ou desligada momentaneamente. É por isso, e só por isso, que o mundo não vai ajudar com sua falta de atitude, com sua falta de traçar metas. Sejamos mais realistas do que imaginativos, uma vez que você não pode ficar parado no tempo e no espaço. Seguir o curso da sua vida é mais do que travar uma luta diária contra suas próprias indecisões ou seus erros. É, pelo-amor-de-Deus, não fazer do não tentar mais do que uma tentativa, uma escolha. “Se todo mundo tem o não e vai em busca do sim, por que raios você teima em fazer sempre o contrário? Por quê?”. Perguntaria o mundo se ele pudesse.
Escrito por Marcos Thadeu às 00h33
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O terno e o sábado de sol
Os primeiros raios de sol entraram no quarto, logo pela manhã Ao invés de um sorriso, uma espécie de desânimo e raiva O dia não seria igual aos habituais de descanso, ao contrário Mas ele não tinha como voltar atrás. Tinha que enfrentá-lo E assim se deram as primeiras horas. Os primeiros bocejos A calça, a camisa, a gravata e o terno foram vestidos. Uma combinação corriqueira semanalmente para alguns Que cria fetichismo em algumas muitas mulheres Mas que não combina nem um pouco com esse dia Dia quente, que pede cerveja gelada, praia e pouca roupa Mas, não, esse dia pede metrô, ônibus e trabalho E é no transporte público que você percebe-se fora do ninho Pessoas com expressões abismadas têm olhares que se perguntam “O que faz este (imbecil), em pleno sábado, de terno e gravata?” Talvez a única certeza que as pessoas têm é do meu sofrimento E, assim, como um rato de laboratório, sigo meu trajeto. Pacientemente Faço minhas obrigações e deixo o local ainda com o sol torrando a face Penso voltar para casa, mas esse pensamento dura exatos dois segundos Precisava tomar uma cerveja. “Mas vocês está de terno. Você tá louco?“ Pergunto-me internamente. E, sim, eu estava louco e com calor. Aí o rato de laboratório volta a ser protagonista da história Ao descer a Rua Agusuta, ah, a Rua Augusta, de terno e gravata Entre moderninhos, mendigos, garçons, gays e gostosas a imagem era a mesma “Que diabos faz esse cara aqui de terno?” Paro no boteco menos cheio A primeira cerveja desceu redondamente, deliciosamente, saborosamente Os amigos se assustam, e depois riem copiosamente, do meu sofrimento As amigas elogiam, mas pedem para que o terno seja carregado na mão A essa altura, só tenho a cerveja e a conversa como prioridades O terno continuava vestido, a cerveja continuava a ser tomada E assim foi seguindo o Terno e o Sábado de Sol Que continuou à noite e terminou no começo do domingo de madrugada
Escrito por Marcos Thadeu às 18h54
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